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2020: Os 30 melhores álbuns do ano!

Atualizado: Fev 8



Confira a nossa lista com 30 dos álbuns que nos ajudaram a sobreviver ao ano de 2020!

Este foi com certeza um ano muito diferente dos outros, né? Tivemos pouquíssimos shows e muitos adiamentos, mas apesar de tudo, fomos presenteados com álbuns incríveis em 2020, e não foi nada fácil escolher os nossos favoritos, mas deu tudo certo! Aqui estão os 30 álbuns eleitos para a nossa listinha anual de melhores do ano, organizados por ordem de lançamento (pois somos indecisos e não conseguimos ranquear nada, hihi). Façam bom proveito, e Feliz Ano Novo! ✨

"Foolish Loving Spaces" - Blossoms (Janeiro/20)

O terceiro álbum do Blossoms traz novos elementos ao repertório da banda inglesa, que traz em sua bagagem referências norte-americanas para somar ao já conhecido indie rock britânico que eles sabem fazer tão bem. Ao se desprender dos limites da pequena Stockport, a banda explora novos ares e novas maneiras de fazer música, como é o exemplo de "The Keeper", um dos singles principais desse novo projeto, e uma das faixas que mais se sobressaem no álbum. No início de dezembro o grupo liberou 5 faixas inéditas no lançamento da versão estendida do “Foolish Loving Spaces”, incluindo duas canções natalinas. Quer saber mais sobre este álbum? Leia a nossa review!


Melhores Faixas: “Sunday Was a Friend of Mine” e “Under the Sun” (versão estendida)



"MAP OF THE SOUL: 7" - BTS (Fevereiro/20)

A numerologia explica que número 7 é um número muito importante. Temos 7 dias na semana, 7 cores no arco-íris e contempla o nome do álbum de um dos maiores grupos do mundo. A perfeição que rege o número também está presente no álbum lançado em Fevereiro deste ano.


BTS homenageia a história do grupo nesses últimos anos, que coincidentemente completa 7 anos, cantando sobre gratidão, abrindo o coração sobre inseguranças, refletindo sobre o caminho percorrido até hoje, mas sempre pontuando que a essência do grupo que debutou em 2013 em situações precárias continua ali, agora ainda mais prontos para apresentar o poder da arte deles ao mundo. O poder de "ON" e "Louder Than Bombs" contagia como "Ego" e "Respect". Pensamos com eles quando V conversa em "Inner Child" e Jungkook compartilha sobre o crescimento dele em "My Time". A ode de "MAP OF THE SOUL: 7" encanta do começo ao fim com sua genuína sinceridade em humanizar a imagem do grupo para o mundo. Quer saber mais sobre este álbum? Leia a nossa review!


Melhores Faixas: "UGH" e "Inner Child"


"Miss Anthropocene" - Grimes (Fevereiro/20)

Em seu quinto álbum de estúdio, Grimes parece mais confiante, como confessou em uma entrevista para o canal Genius no YouTube. Miss Anthropocene é o primeiro álbum que como ela disse "produziu sem medo", uma obra que ela sempre quis ter lançado, mas precisava certamente de experiência e técnicas.


Com a junção de dois termos, Misantropia (aversão à humanidade) e Antropoceno (uma escala de tempo geológica que alguns cientistas acreditam ter começado no século XVIII, quando as atividades humanas começaram a ter um impacto global no clima da terra, causando a mudança climática). Assim nasce o “Miss Anthropocene”, lançado no dia 21 de fevereiro de 2020. Nos é apresentado um amadurecimento visível da cantora. Marcando também um dos momentos mais importantes da sua trajetória, sua gravidez e a polêmica do nome de seu filho X Æ A-12. Assim ela parece evocar na primeira faixa do álbum, “So heavy I feel through the earth”, com atmosfera intimista e etérea, melancólica e uma letra que beira o romantismo, indicando o seu amor ao seu primeiro filho.


Grimes segue apresentando faixas mais trabalhadas e com mixagem nas vozes como em “darkseid” e “4 ÆM” (faixa escalada para a trilha sonora do jogo de RPG Cyberpunk 2077). Mas para além disso, a cantora também aposta em faixa com vocais mais limpos e sonoridade mais simples como em “Delete Forever” e “Idoru” (que inicialmente tinha como título "adore you", porém Idoru parece surgir do livro de mesmo nome do escritor William Gisbon, sobre uma personagem AI em uma distopia pós-moderna).


Os pontos altos do álbum chegam com as faixas “Violence” em parceria com o artista IO e o single “We appreciate power”, lançada em 2018 acompanhado de um lyric video traduzido em uma diversidade de idiomas falados no mundo todo. “Miss Anthropocene” é um grande encontro da Grimes do passado e do presente, apresentando uma bagagem extensa da cantora até agora e certamente indica um futuro promissor.


Melhores Faixas: “So heavy I fell through the Earth” e “You’ll miss me when I’m not around”


"After Hours" - The Weeknd (Março/20)

Que o The Weeknd só faz álbum bom a gente já sabe (faltou o Grammy saber também, né?), agora o que podemos falar sobre esse? Ele elevou seu trabalho a um patamar que a gente só pode definir como impecável. Com uma clara inspiração oitentista (que é um ponto comum em muitos dos lançamentos musicais recentes), cada detalhe do "After Hours" grita perfeição! "After Hours" é um marco na história atual da música, tanto por seus méritos criativos, quanto pela infelicidade de ter sido um dos maiores boicotes da história do Grammy. Acompanhado de um short film que serve como ponte para os clipes dos 4 singles lançados, que se entrelaçam com apresentações do cantor na TV americana, e fazem um tributo aos filmes de terror da década. Se você só ouviu “Blinding Lights” porque viralizou, você não faz ideia do que está perdendo!


Melhores Faixas: “Blinding Lights” e "Heartless"



"Future Nostalgia" - Dua Lipa (Março/20)

Não tem como negar que o "Future Nostalgia" foi um dos principais álbuns lançados durante a quarentena. Muito além da polêmica envolvendo o vazamento inesperado, que forçou a britânica a adiantar seu lançamento, Dua Lipa entrou de cabeça na estética planejada para o álbum e nos levou junto: lançou tendência com o cabelo, com as roupas inspiradas nos anos 80 e nos entregou singles que conquistaram todo mundo.

Sem palavras para o trabalho que ela desenvolveu! As músicas são bem diferentes do primeiro disco e de tudo que ela já tinha feito anteriormente, e Dua Lipa mostrou que consegue navegar por todas as variações do pop sem nenhum problema, entregando tudo de melhor. O Future Nostalgia é uma experiência a ser apreciada do início ao fim, e que de quebra adicionou mais 6 indicações ao Grammy no currículo nossa Disco Queen, incluindo a de álbum do ano. Mais que merecido, né? Quer saber mais sobre este álbum? Leia a nossa review!


Melhores Faixas: "Levitating" e "Love Again"



"The New Abnormal" - The Strokes (Abril/20)

Este foi sem dúvidas, um dos álbuns do primeiro semestre de 2020 mais escutados por aqui. O The Strokes fez a sua volta, em anos, com um trabalho de 9 faixas que nos deixaram saudosistas, já que a sonoridade explora elementos distintos que por vezes, nos lembram bastante os primórdios do grupo, lá no início dos anos 2000, e que também lhes rendeu uma indicação ao Grammy 2021, na categoria Melhor Álbum de Rock. Ideal para ouvir no carro, cantar junto dos amigos ou só curtir em um momento solo mesmo. Quer saber mais sobre este álbum? Leia a nossa review!


Melhores Faixas: “The Adults Are Talking” e “Brooklyn Bridge to Chorus”


"SAWAYAMA" - Rina Sawayama (Abril/20)

Se você ainda não ouviu Rina Sawayama, por favor, vá e volte aqui.

A impressionante arte de Rina veio para complementar sua influência na música contemporânea, encontrando e flertando com uma variedade impressionante de gêneros musicais incluindo pop, rock, EDM e colocando todos em apenas uma música.


Rina faz dessa curiosa mistura ser a melhor música que você ouvirá no dia, quiçá do mês. A variedade sonora flerta com o conteúdo lírico em vários momentos tornando a experiência singular, como em "XS" fazendo referências ao capitalismo. O que Sawayama está trazendo para o mundo da música é extremamente rico em vários níveis e nosso dever é prestar atenção. Tenho certeza que ainda aprenderemos muito com ela.

Melhores Faixas: "Akasaka Sad" e "Snakeskin"



"Petals for Armor" - Hayley Williams (Maio/20)


2020 foi também o ano de acostumar novamente os nossos ouvidos a vozes que de alguma forma fizeram parte da nossa infância ou adolescência. Hayley Williams, lendária vocalista da banda de rock Paramore, trouxe em 15 faixas sua própria identidade e adaptabilidade a diversas possibilidades vocais e instrumentais. Com Petals for Armor, Hayley pôde manifestar seu processo de amadurecimento e superação para com questões extremamente pessoais, como o divórcio e a depressão, que culminaram em intensas composições, desde as letras até as distintas influências do R&B, EDM ou o synth-pop, por exemplo.


O projeto solo da cantora é um prato cheio para os grandes admiradores de sua doce voz ou até mesmo para aqueles que desejam experienciar um trabalho completo em diversidade e qualidade.


Melhores Faixas: "Taken" e "Sugar On The Rim"



"D-2" - Agust D (Maio/20)


Um dos maiores responsáveis por colocar o rap da Coreia do Sul nos ouvidos de diversas pessoas ao redor do mundo com certeza estaria nessa lista. Agust D nos convida a mergulhar de cabeça em uma proposta sonora mais leve, descontraída e resolvida com a vida do rapper, mas sem deixar de contribuir com suas críticas

direcionadas à hipocrisia humana, à fama e aos demônios da insegurança, do sofrimento e de sua caminhada árdua até o alcance de seus sonhos. Quer saber mais sobre este álbum? Leia a nossa review!


Melhores Faixas: "People" e "28"



"Chromatica" - Lady Gaga (Maio/20)

Após passar pelo Jazz, pelo Country e ainda conseguir espaço para um Oscar em sua enorme coleção de prêmios, a Mother Monster retorna às raízes com o álbum "Chromatica": uma explosão de cores e hits dançantes que buscam referências de trabalhos antigos como "The Fame" e "Born This Way", eras que consagraram Lady Gaga como uma A-List do pop.

Agradando fãs de diversas gerações, Gaga não economizou nos feats e chamou nomes de peso para o álbum, sendo eles, Blackpink, Elton John, e Ariana Grande, esta última colaboração foi a que deu a Lady Gaga seu espacinho no Grammy 2021, ela e Ariana concorrem juntas na categoria de Melhor Performance Pop de duo ou grupo com "Rain on Me", um dos maiores sucessos do "Chromatica''.


Melhores faixas: "Alice" e "Sine from Above" (feat. Elton John)



"Ungodly Hour" - Chloe x Halle (Junho/20)

Vamos começar servindo fatos aqui: Chloe x Halle ainda são muito subestimadas pelo grande público. Basicamente elas fazem tudo: cantam, compõem, produzem e nas horas vagas ainda atuam. Com o Ungodly Hour elas finalmente estão conseguindo conquistar o próprio espaço. O álbum é bem mais maduro que o "The Kids Are Alright", e sem dúvidas faz jus ao talento delas. Com uma pegada bem R&B e algumas batidas eletrônicas, ele é bem a cara delas. Os visuais, as melodias e as letras tem uma vibe imponente e divertida, e mostra para que veio. Os lead singles “Do it” e “Forgive Me” são uma ótima porta de entrada para conhecer o trabalho delas, mas não pare por aí, você não vai se arrepender! Já podemos classificar como um dos melhores álbuns do ano?


Melhores Faixas: “Do It” e "Forgive Me"



"alma" - JEREMIAS (Junho/2020)

Os alemães da banda JEREMIAS começaram sua carreira há pouco tempo, mas já tem muito a nos mostrar. Sua sonoridade funk, disco e minimalista se equilibra perfeitamente com letras profundas e cheias de sentimentalismo, fenômeno que domina o EP alma do início ao fim. Para conhecer mais sobre a banda e o EP em questão, acesse nosso post! (Spoiler: em breve teremos entrevista com a banda! <3)


Melhores faixas: "lass dich" e "schon okay"



"Punisher" - Phoebe Bridgers (Junho/20)

Se tem alguém que contribuiu muito para a música este ano, esse alguém é a californiana Phoebe Bridgers. Além de ter entregado um álbum impecável, ela também participou dos backing vocals do álbum “Petals For Armor”, primeiro trabalho solo de Hayley Williams (que também está nesta lista!), ao lado de Julien Baker e Lucy Dacus, que juntas formam a banda boygenius.


Falando agora do “Punisher”, segundo disco da carreira de Bridgers: o álbum que rendeu à cantora suas quatro primeiras indicações ao Grammy destaca principalmente o lado compositor de Phoebe, que segue a excelência de seu álbum de estreia "Stranger in the Alps", trazendo consigo uma incrível narrativa onde a cantora permite mostrar sua vulnerabilidade, além das várias camadas instrumentais ao longo das 11 faixas, que o tornam um disco extremamente complexo. Após ter seu coração despedaçado por esse álbum, sugiro que você faça uma visita ao twitter da cantora, tenho certeza de que você vai se divertir bastante.


Melhores Faixas: "Kyoto" e "I Know the End"



"Women in Music Part. III" - HAIM (Junho/20)

As irmãs HAIM mais uma vez conquistam com seu indie rock nesse novo álbum que é repleto de superações. Isso porque, ao longo da produção das canções e de alguns acontecimentos de anos atrás, cada uma das três sofreu com revelações em suas vidas. A mais velha, Este, enfrentou dores causadas pela diabetes e escreveu um verso do single "Hallelujah" para falar sobre o problema; Danielle, irmã do meio, descobriu que o namorado Ariel Rechtshaid, está com câncer; e a mais nova, Alana, perdeu um grande amigo há um tempo e decidiu compor "Hallelujah" para homenageá-lo.


Apesar de ser classificado como pop rock, são muitos os elementos presentes nas faixas, como em "3am" um R&B contemporâneo; em "Los Angeles" um free jazz; e em outras faixas tem folk-pop, lo fi, dance, contry rock, sons que remetem aos anos 70 e 80 - o início do single "I've Been Down" lembra "Come and Get Your Love", de Redbone - e até hip hop e reggae. Experiência sensorial e musical demais! Não a toa conquistou boa pontuação no Metacritic, foi escolhido pela crítica especializada do New York Times e ganhou destaque no Pitchfork. Tem como esse álbum ficar fora dessa lista? Sabemos que NUNCA!


Melhores Faixas: "Another Try" e "3AM"



"folklore" - Taylor Swift (Julho/20)

Taylor Swift faz tudo novamente! "Folklore" foi todo produzido durante a quarentena e lançado de surpresa no final de julho, para a nossa felicidade. O oitavo álbum de estúdio dela se afasta totalmente dos dois últimos, com uma pegada mais folk (como o próprio nome já diz, hehe) e nos leva para uma atmosfera que há algum tempo Taylor não nos mostrava. As 16 músicas são histórias entrelaçadas entre si, que, como em toda obra dela, é impossível não se identificar. Só escutem. "Folklore" também fez de Taylor uma das maiores indicadas da próxima edição do Grammy, com 6 indicações incluindo álbum do ano.


Melhores Faixas: “exile” (feat. Bon Iver) e “seven”



"A Hero's Death" - Fontaines D.C. (Julho/20)

Após o aclamado primeiro álbum "Dogrel", que segundo a NME, já pode ser considerado um clássico, muito se especulava sobre o retorno do Fontaines D.C., e eles definitivamente não deixaram a desejar.

"A Hero’s Death", o novo trabalho do grupo irlandês é raivoso e autocrítico como poucas bandas do novo cenário do rock mundial têm coragem de se mostrar, e estabelece a banda como um dos grandes nomes do gênero atualmente. Vale lembrar que, assim como o "The New Abnormal", o álbum foi indicado ao Grammy de Melhor álbum de rock, sendo essa a primeira vez que o Fontaines é reconhecido pela premiação.

Melhores Faixas: “I Don’t Belong” e “Televised Mind”



"Rookery" - Giant Rooks (Agosto/20)

"Rookery" é a consolidação do amadurecimento adquirido ao longo dos pequenos lançamentos do quinteto. Ao apresentarem este novo projeto, eles não se mostram preocupados com fórmulas, ou de como o senso comum dita a maneira da qual as coisas devem ser feitas, o que deu ao grupo muito espaço para experimentação instrumental, um dos pontos chave deste projeto tão refinado e único ao qual somos introduzidos.


Trata-se de um disco grandioso, versátil e criativo. Cada instrumento que compõe a banda tem seu destaque merecido ao longo do álbum, e a produção em volta do projeto é feita com uma sofisticação que nem sempre presenciamos em debuts. Estabelecendo um padrão de qualidade tão alto em tão pouco tempo de existência, a banda caminha no rumo certo para alcançar cada vez mais espaço na cena do rock contemporâneo. Quer saber mais sobre este álbum? Leia a nossa review!


Melhores Faixas: "The Birth of Worlds" e "Silence"



"Zeros" - Declan McKenna (Setembro/20)

O álbum que estava inicialmente marcado para o mês de maio, leva a um outro nível o que já havia sido iniciado no primeiro álbum, “What Do You Think About The Car?”, onde Declan faz críticas explicitas às injustiças do mundo em que vivemos. Em “Zeros”, um álbum conceitual carregado de influências do glam rock ao pop contemporâneo, o jovem de 21 anos mostra com mais clareza sua habilidade em trabalhar com storytelling e mesclá-la com o teor crítico de sua escrita que já conhecemos, dessa vez de forma mais subjetiva.

De Beatles e Fleetwood Mac, à Billie Eilish, Little Simz e Mitski, Declan mescla discos clássicos e contemporâneos como suas principais influências em seu segundo trabalho em estúdio (reveladas pelo próprio cantor através de uma playlist no Spotify), juntas, elas refletem perfeitamente no resultado final, um material ousado e necessário, e para quem diz que Harry Styles assumirá o posto de “novo Bowie”, Declan McKenna definitivamente também está no páreo. Com “Zeros”, Declan se mo