• Maria Eduarda Ferraz

9 Releituras tão boas quanto as versões originais (ou até melhores)

Atualizado: 6 de Set de 2019


Jeff Buckley para o álbum Grace, em 1994.

O mundo da música é grande, cheio de gêneros e variáveis, o que é uma coisa linda de se ver. Por essa variedade de estilos, às vezes uma música de uma banda ou artista é lançada e ganha diversas outras versões, releituras que podem ser tão boas que chegam a ficar mais conhecidas ou, simplesmente, caem na graça do público. Neste post vou apontar algumas das minhas escolhas, não necessariamente por ordem de preferência, porque olha, não tenho certeza se saberia escolher. Vamos lá?


1) Wicked Game (Stone Sour)

A versão original da música de Chris Isaac, lançada em 1989, foi regravada lindamente pelo Stone Sour, em 2006. Os vocais de Corey Taylor deixaram a canção com um tom mais melancólico e igualmente sexy. Lembrando que outras bandas, como HIM, também gravaram suas versões.



2) Is this what you wanted (The Last Shadow Puppets)

O consagrado Leonard Cohen, que além de músico era poeta, lançou a canção em 1974. 42 anos depois, em 2016, o duo inglês, The Last Shadow Puppets, formado por Alex Turner (Arctic Monkeys) e Miles Kane (ex The Rascals e The Little Flames), trouxe sua versão, no EP The Dream Sinopses. Is this what you wanted ganhou uma roupagem diferente, com uma batida mais sensual e um clipe bem bacana.



3) Hallelujah (Jeff Bucley)

Bom, estamos em uma sequência de Leonard Cohen por aqui. A original foi lançada pelo canadense em 1984 e já perdi a conta de quantas vezes foi regravada por músicos diferentes. Penso que a minha versão preferida, entretanto, é a de 1994, uma releitura de Jeff Buckley, que está há anos meu top 3 de artistas favoritos.



4) Chelsea Hotel Nº 2 (Lana Del Rey)

Aqui volto mais uma vez com uma música que, originalmente, pertence ao Leonard Cohen. Que culpa tenho eu se o homem tinha ótimas composições? Lançada em 1969, aparentemente a letra foi escrita para a rainha do blues rock, Janis Joplin. Além da versão produzida por Lana del Rey, em 2013, outros artistas também trouxeram ao mundo as suas releituras, como Rufus Wainwrigth, em 2005. Nesta, ela ganhou o tradicional jeito tristonho de Lana, o que acho que gerou um certo peso, só que de forma mais delicada (?).



5) Hurt (Johnny Cash)

Eu acho que só de falar sobre essa música já deve doer em muita gente. Não sei dizer qual versão é mais triste, se é a original, com uma vibe mais rock, do Nine Inch Nails, lançada em 1994, ou a com roupagem mais country de Johnny Cash, do ano de 2002 que, inclusive, ficou mais famosa que a primeira. O fato é que, triste ou não, a canção é linda e é uma boa opção para trazer por aqui.



6) I will survive (Cake)

O clássico foi lançado em 1978, por Glória Gaynor, em um estilo muito mais dançante do que a versão presente nesta lista, lançada em 1996, pelo Cake, que deu uma roupagem diferente, com mais baixo e guitarra. Para mim ficou com uma carinha de dirigir pela cidade, cantando alto.



7) Come together (Gary Clark Jr.)

Bom, é também um clássico e um dos grandes hits dos Beatles, como a maioria já deve saber, lançado em 1969. Não posso mensurar sua importância e contribuição para tantas e tantas coisas que vieram depois, mas aí vamos falar da releitura de Gary Clark Jr, lançada em 2017, para Liga da Justiça. Vejo um total de zero defeitos nela, é super energética, vocais maravilhosos e bem, me perdoem os beatlemaníacos, mas gosto muito mais dela.



8) Knocking on the heaven’s door (Guns N’ Roses)

A versão original pertence a outro grande talento: Bob Dylan, e foi lançada em 1965, tendo sido interpretada por vários artistas, como Eric Clapton. O Guns apresentou sua releitura nos anos 90, e ouso dizer que pode ser que ela seja até mais conhecida pelo grande público que a original. Fica aí a dúvida!


9) Whiskey in the jar (Thin Lizzy)

Vejam bem, aqui temos uma situação. Whiskey in the jar é muito conhecida pela versão que o Metallica fez em 2004, mas foi lançada primeiro pelo The Dubliners, em 1967, sendo muito menos rock do que a releitura deste primeiro, tendo aquele estilo bem mais regionalista e típico irlandês. Entretanto, não estou aqui para trazer nem uma nem outra à lista, e sim a obra produzida pelo Thin Lizzy, em 1971, que considero um meio termo perfeito entre o rock e a música típica irlandesa, sendo minha versão preferida.



EXTRA

Por fim, quero trazer um presentinho a mais para quem chegou até aqui: When doves cry, de Damien Rice. Na sua versão, o cantor misturou duas músicas e artistas diferentes: a faixa que leva seu nome, When Doves Cry, do Prince, e a clássica Baby I’m gonna leave you, do Led Zeppelin. São duas canções que, separadamente, dão seu show e que juntas casaram perfeitamente.



E você, qual a versão de outra banda que mais curte? Conta para a gente nos comentários ou nas nossas redes sociais, queremos saber!

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