• Heloísa Cipriano

Além das Trilhas: John Williams

Grammy 2021 passou e Oscar está chegando... e quem tem relação com as duas grandes premiações? John Williams, considerado um dos maiores compositores de trilha sonora e maestro da área. Saiba mais sobre suas criações no Além das Trilhas!

Hoje já é sexta-feira, dia 19 de março, e como a semana passou rápido! Foi nesta última segunda-feira (15) que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela entrega do Oscar, revelou que a premiação deste ano acontecerá no dia 25 de abril. E claro, com a pandemia da Covid-19 (sabemos que por mais que tenhamos a vacina, ainda está longe de acabar, principalmente aqui no Brasil), a edição deve ser num formato mais híbrido, com partes presenciais e virtuais.


E em razão disso, falamos hoje no Além das Trilhas sobre a vida e obra da pessoa viva com mais indicações ao Oscar - e é compositor de trilhas sonoras! - John Williams. Toca uma trilha famosa dele que você com certeza já ouviu!



Falar sobre John Williams tem também razões pessoais desta sidetracker que lhes escreve! Apesar dos filmes de Harry Potter serem a definição da minha infância, nunca havia lido nenhuma obra de J.K. Rowling e foi em fevereiro que comecei a Pedra Filosofal. Williams é nada mais, nada menos que o compositor da música tema inicial de Harry.


John Williams nasceu e cresceu em Nova York e já conta com cinco décadas de carreira musical. Além de compositor de trilhas para filmes, ele também é maestro e isso é um destaque para que suas obras sejam mundialmente reconhecidas, já que seu estilo é marcado pela música erudita, com grandes concertos acompanhados de orquestra com violoncelo, trompete, violino, flauta, trompa e muito mais. Não é à toa então que Sir. Williams é considerado um dos maiores compositores da história do cinema.


Ele é muito amigo de Steven Spielberg e com ele elevou ainda mais a popularidade a filmes que marcaram uma geração, como Jurassic Park, Tubarão e E.T.: O Extraterrestre. Vai me dizer que você automaticamente não lembra da música quando pensa nesses filmes?! Também fez uma grande parceria com George Lucas, oferecendo o som característico e que não podia ser outro a franquia Star Wars.


Segundo a Agência Gorfaine/Schwartz, Williams se mudou para Los Angeles com sua família para estudar composição em 1948. Trabalhou para a Força Aérea e depois retornou para sua cidade de origem para estudar piano na Juilliard School. De novo em Los Angeles, foi então que começou sua carreira na indústria cinematográfica e nunca mais parou (o último trabalho é de 2020, com seus 89 anos).


Vamos dar uma olhada na lista que separamos de apenas algumas das mais de 100 obras audiovisuais que ele já trabalhou? Confira algumas das principais.


Um Violinista no Telhado (1971)


A primeira indicação ao Oscar foi em 1967, com o filme O Vale das Bonecas; mas foi com Um Violinista no Telhado que Williams levou uma estatueta da premiação pela primeira vez, na categoria “Melhor canção original e trilha sonora adaptada”. Na época, ele tinha 40 anos de idade. Esse filme é baseado num musical da Broadway e conta a história de um leiteiro chamado Tevye e sua família judaica que vivia no Império Russo, em 1905. Ele tem três filhas e decide casar as duas mais velhas, que se recusam aos casamentos arranjados. Ele fica ainda mais desgostoso quando a filha mais nova decide casar com um homem não judeu. Enquanto isso, um decreto do Czar obriga todos os judeus a abandonar a aldeia, condenando famílias ao exílio. A história do filme não seria a mesma sem a trilha sonora, que faz o papel de inserir o telespectador dentro da história para que sinta a cultura judaica e ao mesmo tempo os dramas familiares. É digna de John Williams, cheia de altos e baixos orquestrais e com diversos elementos sonoros.


Tubarão (1975)



Esse filme é considerado por muitas pessoas que hoje tem mais de 50 anos como o terror da infância (minha mãe mesmo diz que morria de medo do tubarão). Considerado um clássico do suspense, a trilha sonora com certeza foi o arremate final para se tornar tão conhecido. Aquele som de suspense que começa bem baixinho… e vai aumentando… até te pegar de surpresa e finalizar abruptamente. É assim o som característico e memorável de Tubarão, outro filme que Williams foi indicado ao Oscar e venceu na categoria de “Melhor Trilha Sonora Original”. A Academia viu que apenas duas notas abruptas se tornaram sinônimo de alerta a todos que assistiam e deram o prêmio merecidamente ao compositor.


Franquia Star Wars


Uma definição perfeita que posso trazer aqui sobre a música em Star Wars foi escrita pelo periodista Tom Avendaño para El País. Nessa matéria de 2015, ele escreve:

“Se o olfato é o sentido que mais nos transporta para um instante e lugar concretos de nossa memória, no universo de Star Wars o equivalente é a música. O início inconfundível de cada um dos filmes sobre o logotipo de letras amarelas que nos situa em ‘uma galáxia muito, muito distante’. A marcha militar com a qual qualquer ser humano do planeta identifica Darth Vader. Os coros druídicos que todo mundo sabe que é como soa uma batalha de sabres de luz, mesmo entre crianças em um parque. São quase 12 horas formadas por quase 30 melodias legendárias para quase 30 personagens legendários. O patrimônio emocional de três gerações de sonhadores galácticos.”

É exatamente isso que define o trabalho de John Williams no Universo Star Wars. Assim como ele encantou a geração Harry Potter, antes mesmo encantou milhares de crianças, jovens e adultos apaixonados com seu som orquestral em Star Wars. Sabemos que os fãs da franquia são bem exigentes, e tenho certeza que Williams soube entregar um trabalho excelente a todos; "não deixou a peteca cair" em nenhum filme da franquia, que ele fez parte da composição até esta última era dos anos 2010. Vamos combinar, Star Wars é muito mais do que filmes, é um produto que deu tão certo que até hoje vende e com certeza venderá por muitos e muitos anos. A trilha é original (Williams ganhou na categoria do Oscar em 1978) e esses sons mundialmente conhecidos saíram todos de sua cabeça.


Superman: O Filme (1978)


Alguns momentos da música tema de um dos maiores super-heróis da DC Comics em seu primeiro live action lembram a música tema de Star Wars, mas tem seu diferencial porque é atribuída ao Super Homem. A música se chama Marcha de Superman e conferiu a Williams uma indicação no Oscar, perdendo para O Expresso da Meia-Noite, de Giorgio Moroder. É incrível como John Williams tem esse talento de usar da melodia para automaticamente nos lembrar de uma imagem e vice-versa. Faça um teste: pense no ator Christopher Reeve, que fez o primeiro Superman, com seu uniforme azul e capa vermelha, sua pose característica voando e o cabelo preto com um fio descendo à testa… aposto que a música do super-herói ecoou na sua mente.



Indiana Jones (1981)


Acredito que o trecho a seguir de Harrison Ford, que vive Indiana Jones desde os anos 1980 (e que também fatura até hoje com esse personagem famosíssimo na história do cinema) mostra muito bem a importância da música de John Williams. Sua obra novamente eleva mais um filme de Steven Spielberg. Para quem não entende inglês, separamos abaixo a tradução em português do que Ford diz. Inclusive esse trecho foi retirado de um tributo ao trabalho de Williams organizado pela organização sem fins lucrativos American Film Institute, em 2016. Se quiser assistir completo, deixamos o vídeo abaixo também.



Harrison Ford no American Film Institute de 2016:


Essa maldita música me segue por toda parte. É tocada toda vez que eu entro no palco, toda vez que eu saio de um palco... Pior ainda quando ficaram tocando na sala de cirurgia quando fui para a minha colonoscopia. John, eu não estou reclamando. Representar um personagem graças à música de John é, claro, um verdadeiro presente. A colaboração entre cineasta e compositor… como a partitura é usada, como a música é localizada... é fundamental para o sucesso do filme. Tomemos este exemplo: o tema de Marion, de Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida. Você esperava que tocasse na entrada de Marion, mas quando Indy vê Marion pela primeira vez no bar, não há música alguma. Mas veja isso...
(Passa um trecho do filme em que aparece Marion’s Theme, sem nenhum diálogo)
Isto não é apenas uma música tema para Marion. É sobre o amor de Indy por ela... é sobre a perda que ele sente quando pensa que ela se foi. Ela (a cena) convida o público, envolve emocionalmente o espectador... nos encoraja a sentir. É um exemplo de entretenimento elevado à arte. John, você é um gênio. Parabéns.

E.T.: O Extraterrestre (1982)



E.T. é mais um filme que faz parte da infância de milhares de pessoas que hoje devem ter seus mais de 40 anos. O filme traz a história de um menino que faz amizade com um alienígena. Elliot tenta proteger seu amigo para que não seja alvo de experimentos científicos e convence os irmãos (inclusive a pequena Gertie, interpretada pela Drew Barrymore neném) a ajudá-lo a reenviar o E.T. ao seu mundo. O filme fez tanto sucesso que superou a bilheteria de Star Wars, sendo depois superado por Jurassic Park (coincidentemente todos filmes com obras de Williams). É considerado o maior filme de ficção científica já feito, em uma pesquisa do site Rotten Tomatoes.


Esqueceram de Mim (1990)


O filme é uma comédia de Natal e nada melhor do que um coro de vozes para representar o clima natalino estadunidense! E é nessa ideia que Williams se agarra para fazer a música tema de Esqueceram de Mim, que deu visibilidade ao ator Macaulay Culkin. Claro que a obra de Williams, que já era um nome de peso para composições, conferiu ao filme também um grande destaque. Por quase três décadas, Esqueceram de Mim foi o filme de maior bilheteria de Natal de todos os tempos, até a animação de 2018 O Grinch ter superado. É realmente um clássico de férias e classificado popularmente como um dos melhores filmes de Natal.


Jurassic Park (1993)


Trabalhar com seu amigo Steven Spielberg com certeza sempre lhe rendeu muitos sucessos. Apesar da trilha sonora de Jurassic Park ser mundialmente reconhecida e icônica, a Academia não indicou seu trabalho no Oscar de 1994, o que para muitos é um dos maiores deslizes que os membros da organização já cometeram. Em 2015, quando Jurassic World estreou (uma nova saga dos filmes), a composição de Williams ficou em primeiro lugar na parada de faixas clássicas da Billboard.


A Lista de Schindler (1993)


Williams é reconhecido por seus trabalhos em filmes de aventura ou ficção científica; mas também tem catálogo em filmes histórico-dramáticos. A Lista de Schindler é baseada no romance do escritor australiano Thomas Keneally. Narra a história de Oskar Schindler, um empresário alemão que, junto com sua esposa, salvou mais de mil refugiados judeus holandeses do Holocausto, empregando-os em suas fábricas durante a Segunda Guerra Mundial. Apesar de Jurassic Park não ter sido indicado no Oscar de 1994, A Lista de Schindler foi e venceu na categoria. Foi desafiador o trabalho para o compositor, que destaca o som com piano, solo de violino e notas líricas, que juntos expressam o sofrimento vivido por milhares de seres humanos no Holocausto.



O Resgate do Soldado Ryan (1998)



Outro filme histórico-dramático na lista. O Resgate do Soldado Ryan se ambienta na Invasão da Normandia, também na Segunda Guerra Mundial, e acompanha Tom Hanks como Capitão John H. Miller. Ele e sete homens procuram durante o desenvolvimento do filme pelo paraquedista James Francis Ryan, que é o último sobrevivente de quatro irmãos militares. Tem elementos sonoros que remetem à guerra, com sons de marcha militar, ambientando o espectador.


A.I.: Inteligência Artificial (2001)


Eu não sei vocês, mas eu morria de medo desse filme quando era criança e ao mesmo tempo, gostava e queria assistir. Era uma sensação estranha em relação ao menino David, um robô em forma de criança programado para amar os pais eternamente. A ideia de deixar o espectador agoniado deu 100% certo, se era isso que Steven Spielberg queria com essa ficção científica! E essa sensação de agonia também é acompanhada junto a trilha sonora de John Williams, que aqui suaviza em diversas faixas (tirando a parte que o menino é deixado pela mãe na floresta, com a faixa Abandoned in the Woods). O trabalho de John Williams foi indicado à melhor trilha sonora no Oscar de 2002, mas perdeu para o primeiro filme da franquia “O Senhor dos Anéis”, trabalho sonoro de Howard Shore (inclusive, será pautado aqui no Além das Trilhas).



Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001)


Williams fez parte da trilha sonora dos três primeiros filmes da franquia Harry Potter, que contém ao total oito longas. No segundo filme, A Câmara Secreta, seria ele o compositor que conduziria inteiramente a trilha sonora, mas como estava com a agenda lotada trabalhando com Prenda-me se for Capaz, precisou da parceria do compositor William Ross para adaptar sua música. No final, os créditos foram para os dois.


Os primeiros filmes da saga do bruxinho que sobreviveu ao feitiço mais poderoso do mundo são mais alegres; a paleta de cores sugere com o tempo o perigo que se aproxima com a força cada vez maior do rival, Lord Voldemort. E no primeiro filme, somos apresentados ao mundo de Harry Potter nos primeiros segundos, com a exibição da logo da Warner Bros: mal sabiam as crianças que assistiam pela primeira vez que esse som marcaria sua geração. A música tema se chama Hedwig 's Theme, e já foi interpretada por diversas orquestras sinfônicas no mundo, incluindo a Orquestra Sinfônica Brasileira. Como Chris Columbus, diretor dos dois primeiros filmes, disse sobre o trabalho de Williams:

“John cria estes momentos que podem ser seis ou sete notas de alguma coisa que será lembrada para sempre. [...] Você sabe exatamente onde está, você sabe exatamente o que está ouvindo novamente. Mas ele também foi capaz de capturar a essência do personagem Harry. Havia uma certa magia, uma assombrosa qualidade e até mesmo um pouco de melancolia nela”.

Mas o trabalho em Harry Potter não é memorável apenas com essa composição: são várias, presentes apenas instrumentos de orquestra, sem uso de sintetizadores. Exemplos são o tema da fênix Fawkes, que contou com trompas francesas para soar majestade, já que é uma criatura fantástica e com poderes grandiosos; e no campo de quadribol, o uso de trompetes. Esse trabalho incrível recebeu em sua maioria críticas positivas. A cada momento do filme, há uma trilha. Confira abaixo o trabalho de Williams no primeiro filme, que lhe ofereceu outra indicação ao Oscar de 2002 (estava concorrendo também com A.I.: Inteligência Artificial), mas perdeu para Howard Shore.



Prenda-me se for Capaz (2002)


O filme foi tremendamente elogiado pela atuação de Leonardo DiCaprio e pela trilha sonora de John Williams. Por narrar a história baseada na autobiografia de Frank W. Abagnale Jr., um dos mais famosos impostores de todos os tempos, foi preciso criar uma composição sonora com atmosfera de tensão e agilidade para representar a inteligência do ex-vigarista. DiCaprio interpreta Frank, que realizou suas fraudes na época com apenas 15 a 21 anos de idade, o que inclusive é um fato - que é apresentado no filme - que dificultou as investigações do FBI. Quem imaginaria que oito identidades falsas teriam sido criadas por um rapaz? Pois é, por isso que não podemos subestimar ninguém por sua idade ou aparência… e a história de Frank Abagnale Jr. mostra exatamente isso. Hoje, ele preside a Abagnale and Associates, uma empresa de consultoria contra fraudes financeiras.



O clima de mistério, suspense, uma certa representatividade de impostor e claro, as diversas vezes em que o detetive interpretado por Tom Hanks foi tapeado (insira o meme do Pica-Pau aqui) são muito presentes na ideia que John Williams teve para compor a música tema do filme. E novamente podemos perceber características que conferem o som ao Sir Williams.


Cavalo de Guerra (2011)


Esse filme narra a história do jovem Albert e seu cavalo Joey. Durante a Primeira Guerra Mundial, Joey é vendido para a unidade de cavalaria do exército britânico para ser utilizado em combate. O desenvolvimento do filme mostra Albert procurando pelo cavalo até que consiga tê-lo de volta.


A partitura de “Dartmoor” nos leva a um lugar bucólico, e emociona facilmente. Durante todas as composições podemos ouvir cordas ao fundo, piano, flautas… instrumentos que narram a trajetória do rapaz que se alista no Exército, se arrisca, para achar seu cavalo amigo. Quem não assistiu ainda, vale a pena. É uma história de amizade, coragem e amor (soou Harry Potter também?!)


Lincoln (2012)



Para contar a história de Abraham Lincoln, o 16º presidente da maior super potência do mundo, os Estados Unidos, na época que enfrentava a maior crise interna com a Guerra Civil Americana, a música é imponente, tem tons de sensibilidade e até mesmo um tom patriótico. Em mais uma colaboração com Steven Spielberg, Williams já tinha no currículo bagagem suficiente para mais uma produção biográfica, e aqui não foi indicado apenas ao Oscar, mas também ao Satellite Awards e ao Globo de Ouro. Não conquistou nenhum prêmio.


The Post: A Guerra Secreta (2017)


Spielberg leva o espectador ao início dos anos 1970, com a história real dos jornalistas do jornal diário Washington Post, especificamente no caso em que tentavam publicar os Pentagon Papers, documentos secretos sobre o envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. O clima de tensão com o trabalho jornalístico que detém extrema concentração é facilmente reconhecido no som de Williams e há um momento da faixa “The Papers" que lembra a música tema de Prenda-me se for Capaz.


No geral, o filme recebeu críticas positivas no Brasil, entre elas de jornalistas dos sites Folha de S. Paulo, O Globo e Omelete, classificando principalmente a importância que o filme narra sobre a liberdade de imprensa.


Próximos trabalhos?


Williams está com 89 anos, soprou as velhinhas neste último mês de fevereiro. Seu último trabalho foi realizado em 2020, com o quinto filme da franquia Indiana Jones. A última atualização de estreia do filme foi feita pela Disney ainda no ano passado, quando anunciou que por conta da pandemia, Indiana Jones 5 teria sua estreia remarcada para dia 29 de julho de 2022, no streaming Disney+. Seguimos atentos a essa data, hein?



Além disso, o Grammy Awards 2021 foi realizado recentemente, no dia 14 de março, adaptado com a pandemia. Williams foi indicado a melhor trilha sonora para mídia visual com Star Wars: A Ascensão Skywalker, mas perdeu para o trabalho de Hildur Guðnadóttir, com Coringa (uma das incríveis mulheres que fazem parte desse outro mundo musical composto principalmente por homens. Prometemos que vamos falar sobre Hildur e várias outras maravilhosas compositoras!).


Perceberam que grande parte das obras de John Williams marcaram a infância de muitas pessoas? Termino esse post com uma mensagem de gratidão à sua obra… espero que ele se sinta amado por mais uma jovem que foi criança e que, com seu dom, a fez se sentir mágica. Obrigada John Williams, por fazer parte de nossas infâncias (de tantas gerações) e nos transportar ao mundo da fantasia… porque, de vez em quando, é bom sair um pouco da rotina pesada do mundo real.

Estamos ouvindo!

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