• Lourranny Parente

Amy Winehouse: relembre os álbuns da rainha do Soul

Se você pudesse ter mais tempo de um artista que não está mais entre nós, qual você escolheria? A minha resposta é fácil: Amy Winehouse! A Rainha do Soul/R&B/Jazz deixou hits memoráveis, uma discografia perfeita, e uma legião de fãs aos 27 anos. Amy foi uma pessoa que amou e viveu a arte. Não é difícil imaginá-la cantando em algum pub de Londres por anos, assim como é muito fácil vê-la cantando diante de uma multidão, não importa aonde, ela transbordava música.

Em performances, você poderia ver uma Amy totalmente desinteressada, como quem diz: “ah, ok, vou cantar uma música qualquer aqui para vocês” e ao mesmo tempo totalmente entregue como se sentisse cada palavra da música enquanto cantava. Sendo a artista incrível que era, conseguiu muito reconhecimento pelo seu trabalho, mas, não teve uma vida uma fácil. Em muitos momentos sua carreira foi ofuscada pelo constante interesse da mídia pela sua vida pessoal.

Muito honesta e sincera em suas músicas, Amy nunca escondeu quem era e sempre usou episódios de sua vida pessoal para compor. Algumas vezes divertida e sarcástica, outras vezes mais pessoal e profunda. Neste dia, que Amy faria 36 anos, escolhi relembrar sua música, que vive em nossos corações e que é atemporal.


Amy lançou dois álbuns de estúdio, com músicas inéditas Frank em 2003 e Back to Black em 2006. Após o grande sucesso de Back to Black, o DVD I Told You I Was Trouble: Live in London foi lançado com os maiores sucessos da carreira. Muitas outras coletâneas foram lançadas com compilação de sucessos. Após seu falecimento, a coletânea Lioness: Hidden Treasures foi lançada e chegou a vender mais de dois milhões de cópias no mundo todo. Além desses trabalhos Amy colaborou também em singles com outros artistas e produtores, como a música "Valerie" uma regravação lançada em 2007 com Mark Ronson.


FRANK


O debut álbum da Amy intitulado Frank foi lançado em 20 de outubro de 2003. Após assinar com a Universal Music, o primeiro single, Stronger Than Me, foi lançado no dia 6 de outubro, poucos dias antes do lançamento do álbum. O álbum foi gravado nos Estados Unidos e reúne influências de jazz, um estilo musical que acompanhou a cantora desde a infância, e hip-hop.

A junção do jazz instrumental, considerado por muitos um estilo clássico e pouco comercial, com o hip-hop, mais vendável, urbano e muito consumido pela juventude fez com que Amy vendesse em seu álbum de estreia 200 mil exemplares.

O Frank foi certificado com disco de ouro no Reino Unido, e trouxe as primeiras indicações ao BRIT Awards da cantora nas categorias “Melhor artista feminina britânica” e “Melhor ato de música urbana”. As músicas são um retrato da vida pessoal de Amy. Em algumas letras um pouco sobre seu relacionamento com um repórter de um jornal britânico, onde Amy trabalhou antes de se dedicar integralmente à música, em outras letras, um pouco sobre os problemas familiares que enfrentava. Pela crítica especializada o álbum foi bem recebido, o The Guardian comparou sua música com o trabalho de Nina Simone e disse que “o som de Winehouse é, simultaneamente, inocente e sórdido”.



BACK TO BLACK


O Segundo álbum de estúdio de Amy Winehouse, Back to Black, foi lançado em 27 de outubro de 2006 e, diferente do Frank, têm pouca influência do Jazz e muito mais de Soul e R&B. Foi considerado mais “acessível” na época e foi o trabalho que fez com que sua carreira ganhasse maiores proporções. Aclamado pela crítica, Back to Black foi considerado pelo The Guardian o melhor álbum do século XXI, esteve em décimo lugar na Rolling Stone na lista dos 100 melhores álbuns da década, e foi considerado por muitos portais de música como o melhor álbum de Soul da década.

Back to Black teve um enorme impacto na indústria fonográfica e inspira artistas até hoje. O álbum rendeu 5 Grammys para Amy Winehouse nas categorias “Música do ano”, “Gravação do ano”, “Melhor álbum de vocal pop” “Álbum do ano” e “Artista Revelação” (Se você nunca viu o vídeo dela reagindo à revelação de álbum do ano, por favor, vá ver agora mesmo. Aquece o coração!). O álbum tem uma vibe bem dark, que retrata muito do que Amy vivia na época, como problemas com drogas e álcool. Muitas letras falam também sobre desilusões amorosas, na época, Amy passava por o término do seu relacionamento com o Blake, com quem se casou um tempo depois. Os singles escolhidos para divulgar o álbum foram: Rehab, You Know I’m No Good, Tears Dry on Their Own, Love is a Losing Game e Just Friends.



DOCUMENTÁRIO



Nas telas, um documentário sobre a vida de Amy Winehouse com imagens de arquivos e dirigido por Asif Kapadia, foi lançado em 2015. O documentário venceu diversas premiações como o Oscar na categoria de Melhor Documentário de Longa Metragem, um Grammy de Melhor Vídeo Musical Longo e um BAFTA de Melhor Documentário. O projeto exibe momentos da carreira de Amy e dos bastidores de shows, desde seu primeiro álbum até sua morte, e mostra um pouco da sua relação com o marido e com a família. É um documentário emocionante, que retrata bem como Amy foi uma vítima dos relacionamentos tóxicos que vivia, do assédio que sofria por parte da mídia e como sua saúde mental foi negligenciada. O documentário está disponível na Netflix. Em 2018, o jornal The Guardian divulgou que a família da artista teria autorizado a produção de um filme biografia que começaria a ser produzido este ano.



Além de ser uma das maiores artistas da nossa geração, Amy também foi um ícone da moda, o visual pin-up e dramático foi sua marca registrada assim como o delineado grosso e forte nos olhos. O look ainda é inspiração para muitas jovens e artistas, e já foi recriado em desfiles de moda. Só alguém tão sensível e com a alma tão cheia de arte poderia influenciar tanto uma cultura. Amy conquistou muito, e conseguiu reconhecimento pelo seu trabalho mas, ela merecia mais do que teve. Que o seu legado na música e na moda sejam sempre lembrados.

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