• Anna Clara Fonseca

Chega deles! O mundo é delas! 'Man's World' não vai deitar para convenções opressoras.

As margens do Rio Ipiranga, Marina gritou: pô, galera, vamos mudar essa mentalidade!


Tudo o que a carreira de Marina tem a oferecer para nós é arte em sua forma mais pura. Nosso dever moral e como meros mortais é apreciar o talento que a envolve. A revolução que a experiência proporciona flerta com pontos intrínsecos dentro do nosso coração. O conjunto dos álbuns de Marina até hoje acompanha os sentimentos profundos da vida do indivíduo na sociedade. Encontramos conforto e entendimento profundo nas mensagens transmitidas sonoramente, principalmente nas letras genuinamente verdadeiras.


Capa do single 'Man's World' / © coughs

Sem muita paciência para o sexo ao lado, hoje (18/11) Marina lançou “Man’s World”, o novo single do álbum que será lançado ano que vem. Man’s World contempla não só a composição impecável de Marina, como também traz uma produção dominada apenas por mulheres, efetivando o refrão da canção com louvor: “I don't wanna live in a man's world anymore”. Não é de hoje que ela questiona o impacto do machismo na vida do ser humano, principalmente na vida da mulher, e como tal presença pode podar a incandescência singular que cada um carrega dentro de si.



A desconstrução de ideias machistas impostas desde o nascimento é um processo complexo, causando questionamentos realizadores, mas Marina está ao seu lado para mostrar que nunca é tarde lutar pela liberdade contra o homem.


Quando a revista Vogue perguntou sobre qual era o principal tema da canção, Marina respondeu: “A ideia original para a música era escrever um instantâneo de como mulheres e indivíduos LGBTQ + foram subjugados e discriminados ao longo da história, desde os julgamentos das bruxas de Salém, onde qualquer pessoa considerada anormal ou ligeiramente alternativa era escolhida. Esses tipos de padrões ainda estão presentes na sociedade. Isso é algo inspirador para mim e vale a pena escrever sobre isso.” Conseguimos encontrar o confronto de séculos quando diz: “Queimou-me na estaca, você pensava que eu era uma bruxa, séculos atrás / Agora você acabou de me chamar de vadia” comprovando que o tratamento só rumou de um século para o outro.


© coughs

A batida pop celestial por vezes encontra uma instrumentação sólida com transições impressionantes. Toda sonoridade grita por Marina, podendo até mesmo remeter a era Froot. A canção foi terminada em Fevereiro deste ano para ser lançada no Coachella, “o que é hilário de se pensar agora” ela complementa.


O clipe colorido através do figurino colorido e esvoaçante numa vastidão ensolarada e amarelada entrega um dos trabalhos mais bonitos da carreira dela. A direção criativa e escrita foi feita toda por Marina, o que o torna ainda mais especial, juntamente com a apresentação de artistas femininas e não binárias no elenco ao lado de Marina. A inspiração visual veio do século XIX pelas pinturas neoclássicas de John William Godward com sua paleta de cores modernas e vivas, como encontramos no figurino dos artistas.



De tempos em tempos entramos em contato com o que há de melhor no legado de Marina, uma artista que se reinventa a cada álbum de uma forma original, mas sem perder a responsabilidade em trazer reflexões importantes sobre a realidade que impede nosso crescimento pessoal todos os dias. O mundo é seu, Marina!


Fonte: VOGUE



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