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CLASS OF 2021: Os 30 melhores álbuns do ano!

Atualizado: 24 de dez. de 2021


O que seria da gente sem a música? É a pergunta que fica após o término de um ano como 2021 e que traz uma resposta simples e direta: nada, meros mortais. Encontramos refúgio em álbuns que conversaram com nossos corações, dançamos com seus singles, valorizamos as b-sides e os defendemos como o filho defende uma mãe quando o álbum era o assunto da roda de conversa. Acreditamos que todos têm suas escolhas e aqui na Sidetrack Magazine não foi diferente. Aqui estão os nossos 30 eleitos como álbuns favoritos do ano de 2021, devemos tudo a eles! Vem com a gente!


COLLAPSED IN SUNBEAMS - ARLO PARKS

Arlo Parks tem apenas 20 anos e já é considerada um dos nomes mais promissores da música na atualidade. Tendo Joni Mitchell, Radiohead e Solange Knowles como algumas de suas principais influências, a cantora e poetisa do oeste de Londres começou sua carreira como muitos jovens talentos no Reino Unido: através do BBC Introducing, plataforma da rádio BBC para artistas em ascensão.


A tão aguardada estreia de Arlo Parks chegou em janeiro de 2021. Entitulado “Collapsed in Sunbeams”, o primeiro álbum da cantora traz influências de bedroom pop e neo-soul, e tem como principais temas a saúde mental e a liberdade de expressão. Assim como seus dois primeiros EPs, o disco não passa despercebido, conquistando não apenas a aclamação da crítica, como também o Mercury Prize, uma das premiações de maior prestígio do Reino Unido, foi indicado ao Brit Awards 2022 de álbum do ano, e ao Grammy de melhor álbum alternativo.


OUÇA: "EUGENE" E "BLACK DOG"


NOT YOUR MUSE - CELESTE

Com uma voz marcante e uma composição simplista, Celeste deixa seu primeiro legado na música contemporânea sob o nome de ‘Not Your Muse’. A entrega de canções tocantes sobre incertezas de relações em Strange e a homônima impressiona tanto quanto o pop blues de "Stop This Flame" e "Tonight Tonight". São 21 músicas e todas marcantes de alguma forma, seja sonora ou liricamente.


O trabalho de Celeste é sofisticado e elegante, sempre trazendo inspirações de clássicos, sem perder sua própria identidade no processo, a tornando uma das maiores vozes do ano. Acredito que veremos muito de Celeste ainda. Estarei pronta para consumir até mesmo seus áudios do WhatsApp.


OUÇA: "STOP THIS FLAME" E "STRANGE"


EPIK HIGH IS HERE 上, PART 1 - EPIK HIGH

Na estrada desde o início dos anos 2000, os veteranos do hip hop indie sul-coreano nos trouxeram, em janeiro de 2021, seu décimo álbum de estúdio, com 10 faixas no total, que recebeu o título de “Epik High is Here (Part 1)”, vindo na sequência do EP “Sleepless in____”, lançado pelo trio, composto por Tablo, Mithra Jin e Dj Tukutz, em 2019.


O álbum é recheado de participações especiais, como CL, Zico, Heize, B.I, entre outros artistas, e tem parte 2 prevista para estrear em breve, embora ainda sem anúncio de data oficial. No entanto, uma nova faixa já foi liberada para dar um gostinho: a intitulada "Face ID", com participação de Giriboy, Sik-K e Justhis.


OUÇA: "ROSARIO (FEAT. CL E ZICO)" E "END OF THE WORLD (FEAT. GSOUL)"


FOR MY FRIENDS - JACOB BANKS

O álbum do britânico Jacob Banks foi lançado em março colocando singles como "Devil That I Know" e "Parade" no radar dos ouvintes fiéis. O r&b e soul music é muito bem representado através de Banks. Ele consegue trabalhar de forma bastante única, desenvolvendo um estilo próprio que se sustenta muito bem.


É robusto e marcante, lhe fazendo querer conhecer ainda mais o trabalho do artista que, assim como Celeste, espero ouvir mais no futuro. Para mais informações do disco, a review está disponível aqui.


OUÇA:

BORDER: CARNIVAL E DIMENSION: DILEMMA - ENHYPEN

Enhypen é o grupo recém formado pela Hybe Entertainment (ex BIGHIT). Uma fórmula interessante vem sendo utilizada nas músicas e o melhor ainda é que todas funcionam. Em BORDER: CARNIVAL, os integrantes Jay, Jake, Heeseung, Sunoo, Jungwon, Ni-Ki e Sung-Hoon nos apresentam o mais alto nível do pop contemporâneo com "Drunk Dazed", uma canção que concede uma experiência sonora forte e marcante, assim como "FEVER", um r&b eletrônico envolvente. Entre a intro e a outro, Carnival abusa do eletrônico com coesão acertando o som e tom que pretendem se adentrar a partir de agora.


Dimension: Dilemma é o lançamento do grupo posterior a Carnival, que se despede do verão sul-coreano de forma extremamente viva, fazendo com que sua sonoridade intensa permaneça em nossas mentes para além de qualquer estação. A eletrizante faixa-título "Tamed-Dashed" é uma explosão de sons eletrônicos e energia, que se dissipa ao longo de mais 7 faixas, seja assumindo um tom agressivo e roqueiro em "Blockbuster" ou um pop completamente dançante com "Go Big or Go Home". Com esses dois álbuns, é possível dizer que ENHYPEN vem usando e abusando da juventude em suas músicas, passando uma mensagem de liberdade e construindo uma identidade muito segura e inspiradora para seu público.


OUÇA: “FEVER”, "GO BIG OR GO HOME" E "JUST A LITTLE BIT"


ENQUANTO A ORQUESTRA NÃO VEM - SOPRÜ

Enquanto a Orquestra Não Vem, o primeiro álbum do grupo tocantinense, tem a finalidade de funcionar como uma playlist: vários estilos e ritmos musicais podem ser sentidos, já que também é possível perceber que empregam uma diversidade de influências musicais para expressar a contestação subjetiva das composições, carregadas de significados. Não há um gênero apenas que defina a Soprü: eles se intitulam como rock nortista, mas são carregados de várias influências, já que os integrantes vêm de cantos diferentes do Brasil.


Além disso, a própria banda compreende a importância de sua representatividade, já que o Tocantins é diverso em estilos musicais. Segundo a Soprü, eles buscam acrescentar um toque de psicodelia, tristeza e gingado. Enquanto a Orquestra Não Vem é um compilado de ritmos brasileiros, como rock indie, jazz e bossa progressiva. Leia mais sobre o álbum aqui.


OUÇA: "DERRETE" E "ENQUANTO A ORQUESTRA NÃO VEM"


ATLANTIS: THE 7TH ALBUM REPACKAGE - SHINEE

O tão aclamado retorno do SHINee não poderia ser mais icônico e marcante em 2021: após o lançamento de um álbum com uma das músicas mais singulares de sua carreira, o quarteto complementa sua criação com o lançamento de um repackage, com 3 novas canções.


A fantasia marítima que compõe a title desse repackage, "Atlantis", é um conceito arriscado, porém trabalhado com potência e expertise por SHINee, abusando de seus vocais e coreografia de alto nível. "Days and Years" e "Area" não ficam de fora ao retomar a atmosfera romântica e emocionante dessa sua nova era. Contamos um pouco mais de nossas percepções e opiniões sobre esse retorno em nossa review de "Don't Call Me", clique aqui para ler!


OUÇA: "DAYS AND YEARS" E "CØDE"


TE AMO LÁ FORA - DUDA BEAT

Duda Beat é sem dúvidas uma das maiores artistas da nova geração de cantores da MPB. Ela nos conquistou com "Bixinho" e com seu ritmos regionais (seu sotaque também nos deixa loucas!). E depois de fazer sucesso com seu álbum de estreia, "Sinto Muito", Duda agora expandiu seu universo musical e nos insere em diversos ritmos, como maracatu e coco de roda, uma expressão pernambucana que tem base na percussão e canto popular.


São tantas referências em suas canções e clipes (vale mencionar The Weeknd e a roupagem discoteca anos 70 que consagrou o Future Nostalgia de Dua Lipa). O álbum já começa com uma vibe super regional, um canto popular do Nordeste. O que esperar de Duda? Sempre muito amor à sua cultura recifense. E vale ressaltar: dá muita vontade de escutar todo o álbum só pela capa, não é?


OUÇA: "MEU PISÊRO" E "MEU CORAÇÃO"


DANCING WITH THE DEVIL...THE ART OF STARTING OVER - DEMI LOVATO

Demi Lovato é um ícone, sabemos disso. Depois de passar por tantos problemas na vida pessoal (que não os esconde, pelo contrário, fala abertamente sobre eles e forma uma rede de apoio com seus fãs), Demi continua a fazer música e volta com "Dancing With the Devil", mostrando que é um ser humano cheio de força, que se recupera dos obstáculos que enfrenta e que todas somos maiores que nossos medos.


Todas as letras do álbum demonstram um estado de maturidade emocional que Demi passou e está ciente de que agora é hora de desabafar todos esses sentimentos que antes eram escondidos. Este álbum de Demi, assim como "Folklore" de Taylor Swift, revela o seu crescimento pessoal.


OUÇA: "MELON CAKE" E "MET HIM LAST NIGHT (FEAT. ARIANA GRANDE)"


SOUR - OLIVIA RODRIGO

É incrível pensar que há apenas um ano, caso você não assistisse a uma certa série do Disney+, o nome Olivia Rodrigo provavelmente passaria despercebido pela maioria das pessoas, e com apenas 18 anos, um coração partido e uma carteira de motorista a cantora deixou sua marca tanto no ano de 2021 quanto na história. "drivers license" foi o ponto de partida da jovem ao estrelato e com ele acumulou diversos recordes, fazendo com que a expectativa para seu álbum de estreia alcançasse níveis estratosféricos.


Sour chegou às plataformas de streaming no final do mês de maio, e se ainda haviam dúvidas se Olivia passaria ou não de uma one-hit-wonder, todas foram sanadas ao nos depararmos com um projeto muito além de um pop dançante, que também traz em sua bagagem influências do pop rock de Avril Lavigne e Hayley Williams que foi fenômeno em meados dos anos 2000. Indicada em sete categorias na próxima edição do Grammy, incluindo as quatro principais (o chamado big four), é seguro dizer que as chances de Olivia sair da cerimônia de mãos abanando são praticamente nulas. Quer saber mais sobre um dos álbuns mais aclamados do ano? Clique aqui para ler a review!


OUÇA: "GOOD 4 U" E "TRAITOR"


SCALED AND ICY - TWENTY ONE PILOTS

Mesmo que o Twenty One Pilots nunca tenha se encaixado em um gênero específico, indo do rock alternativo ao rap e até ao reggae, esta era a primeira vez que o repertório do duo soava tão dançante, em especial na faixa “Saturday”, último single lançado antes do álbum, com seu refrão pegajoso e beats que flertam com a disco music.


Há muito mais a se prestar atenção em “Scaled and Icy”, como a sempre afiada composição de Tyler Joseph, que traz reflexões sobre sentimentos de incerteza e instabilidade mascarados pelas batidas vibrantes, um outro mérito do músico, que novamente assina a produção de um disco do Twenty One Pilots de forma bastante competente. Leia a review completa aqui.