• Sidetrack

CLASS OF 2021: Os 30 melhores álbuns do ano!

Atualizado: 24 de dez. de 2021


O que seria da gente sem a música? É a pergunta que fica após o término de um ano como 2021 e que traz uma resposta simples e direta: nada, meros mortais. Encontramos refúgio em álbuns que conversaram com nossos corações, dançamos com seus singles, valorizamos as b-sides e os defendemos como o filho defende uma mãe quando o álbum era o assunto da roda de conversa. Acreditamos que todos têm suas escolhas e aqui na Sidetrack Magazine não foi diferente. Aqui estão os nossos 30 eleitos como álbuns favoritos do ano de 2021, devemos tudo a eles! Vem com a gente!


COLLAPSED IN SUNBEAMS - ARLO PARKS

Arlo Parks tem apenas 20 anos e já é considerada um dos nomes mais promissores da música na atualidade. Tendo Joni Mitchell, Radiohead e Solange Knowles como algumas de suas principais influências, a cantora e poetisa do oeste de Londres começou sua carreira como muitos jovens talentos no Reino Unido: através do BBC Introducing, plataforma da rádio BBC para artistas em ascensão.


A tão aguardada estreia de Arlo Parks chegou em janeiro de 2021. Entitulado “Collapsed in Sunbeams”, o primeiro álbum da cantora traz influências de bedroom pop e neo-soul, e tem como principais temas a saúde mental e a liberdade de expressão. Assim como seus dois primeiros EPs, o disco não passa despercebido, conquistando não apenas a aclamação da crítica, como também o Mercury Prize, uma das premiações de maior prestígio do Reino Unido, foi indicado ao Brit Awards 2022 de álbum do ano, e ao Grammy de melhor álbum alternativo.


OUÇA: "EUGENE" E "BLACK DOG"


NOT YOUR MUSE - CELESTE

Com uma voz marcante e uma composição simplista, Celeste deixa seu primeiro legado na música contemporânea sob o nome de ‘Not Your Muse’. A entrega de canções tocantes sobre incertezas de relações em Strange e a homônima impressiona tanto quanto o pop blues de "Stop This Flame" e "Tonight Tonight". São 21 músicas e todas marcantes de alguma forma, seja sonora ou liricamente.


O trabalho de Celeste é sofisticado e elegante, sempre trazendo inspirações de clássicos, sem perder sua própria identidade no processo, a tornando uma das maiores vozes do ano. Acredito que veremos muito de Celeste ainda. Estarei pronta para consumir até mesmo seus áudios do WhatsApp.


OUÇA: "STOP THIS FLAME" E "STRANGE"


EPIK HIGH IS HERE 上, PART 1 - EPIK HIGH

Na estrada desde o início dos anos 2000, os veteranos do hip hop indie sul-coreano nos trouxeram, em janeiro de 2021, seu décimo álbum de estúdio, com 10 faixas no total, que recebeu o título de “Epik High is Here (Part 1)”, vindo na sequência do EP “Sleepless in____”, lançado pelo trio, composto por Tablo, Mithra Jin e Dj Tukutz, em 2019.


O álbum é recheado de participações especiais, como CL, Zico, Heize, B.I, entre outros artistas, e tem parte 2 prevista para estrear em breve, embora ainda sem anúncio de data oficial. No entanto, uma nova faixa já foi liberada para dar um gostinho: a intitulada "Face ID", com participação de Giriboy, Sik-K e Justhis.


OUÇA: "ROSARIO (FEAT. CL E ZICO)" E "END OF THE WORLD (FEAT. GSOUL)"


FOR MY FRIENDS - JACOB BANKS

O álbum do britânico Jacob Banks foi lançado em março colocando singles como "Devil That I Know" e "Parade" no radar dos ouvintes fiéis. O r&b e soul music é muito bem representado através de Banks. Ele consegue trabalhar de forma bastante única, desenvolvendo um estilo próprio que se sustenta muito bem.


É robusto e marcante, lhe fazendo querer conhecer ainda mais o trabalho do artista que, assim como Celeste, espero ouvir mais no futuro. Para mais informações do disco, a review está disponível aqui.


OUÇA:

BORDER: CARNIVAL E DIMENSION: DILEMMA - ENHYPEN

Enhypen é o grupo recém formado pela Hybe Entertainment (ex BIGHIT). Uma fórmula interessante vem sendo utilizada nas músicas e o melhor ainda é que todas funcionam. Em BORDER: CARNIVAL, os integrantes Jay, Jake, Heeseung, Sunoo, Jungwon, Ni-Ki e Sung-Hoon nos apresentam o mais alto nível do pop contemporâneo com "Drunk Dazed", uma canção que concede uma experiência sonora forte e marcante, assim como "FEVER", um r&b eletrônico envolvente. Entre a intro e a outro, Carnival abusa do eletrônico com coesão acertando o som e tom que pretendem se adentrar a partir de agora.


Dimension: Dilemma é o lançamento do grupo posterior a Carnival, que se despede do verão sul-coreano de forma extremamente viva, fazendo com que sua sonoridade intensa permaneça em nossas mentes para além de qualquer estação. A eletrizante faixa-título "Tamed-Dashed" é uma explosão de sons eletrônicos e energia, que se dissipa ao longo de mais 7 faixas, seja assumindo um tom agressivo e roqueiro em "Blockbuster" ou um pop completamente dançante com "Go Big or Go Home". Com esses dois álbuns, é possível dizer que ENHYPEN vem usando e abusando da juventude em suas músicas, passando uma mensagem de liberdade e construindo uma identidade muito segura e inspiradora para seu público.


OUÇA: “FEVER”, "GO BIG OR GO HOME" E "JUST A LITTLE BIT"


ENQUANTO A ORQUESTRA NÃO VEM - SOPRÜ

Enquanto a Orquestra Não Vem, o primeiro álbum do grupo tocantinense, tem a finalidade de funcionar como uma playlist: vários estilos e ritmos musicais podem ser sentidos, já que também é possível perceber que empregam uma diversidade de influências musicais para expressar a contestação subjetiva das composições, carregadas de significados. Não há um gênero apenas que defina a Soprü: eles se intitulam como rock nortista, mas são carregados de várias influências, já que os integrantes vêm de cantos diferentes do Brasil.


Além disso, a própria banda compreende a importância de sua representatividade, já que o Tocantins é diverso em estilos musicais. Segundo a Soprü, eles buscam acrescentar um toque de psicodelia, tristeza e gingado. Enquanto a Orquestra Não Vem é um compilado de ritmos brasileiros, como rock indie, jazz e bossa progressiva. Leia mais sobre o álbum aqui.


OUÇA: "DERRETE" E "ENQUANTO A ORQUESTRA NÃO VEM"


ATLANTIS: THE 7TH ALBUM REPACKAGE - SHINEE

O tão aclamado retorno do SHINee não poderia ser mais icônico e marcante em 2021: após o lançamento de um álbum com uma das músicas mais singulares de sua carreira, o quarteto complementa sua criação com o lançamento de um repackage, com 3 novas canções.


A fantasia marítima que compõe a title desse repackage, "Atlantis", é um conceito arriscado, porém trabalhado com potência e expertise por SHINee, abusando de seus vocais e coreografia de alto nível. "Days and Years" e "Area" não ficam de fora ao retomar a atmosfera romântica e emocionante dessa sua nova era. Contamos um pouco mais de nossas percepções e opiniões sobre esse retorno em nossa review de "Don't Call Me", clique aqui para ler!


OUÇA: "DAYS AND YEARS" E "CØDE"


TE AMO LÁ FORA - DUDA BEAT

Duda Beat é sem dúvidas uma das maiores artistas da nova geração de cantores da MPB. Ela nos conquistou com "Bixinho" e com seu ritmos regionais (seu sotaque também nos deixa loucas!). E depois de fazer sucesso com seu álbum de estreia, "Sinto Muito", Duda agora expandiu seu universo musical e nos insere em diversos ritmos, como maracatu e coco de roda, uma expressão pernambucana que tem base na percussão e canto popular.


São tantas referências em suas canções e clipes (vale mencionar The Weeknd e a roupagem discoteca anos 70 que consagrou o Future Nostalgia de Dua Lipa). O álbum já começa com uma vibe super regional, um canto popular do Nordeste. O que esperar de Duda? Sempre muito amor à sua cultura recifense. E vale ressaltar: dá muita vontade de escutar todo o álbum só pela capa, não é?


OUÇA: "MEU PISÊRO" E "MEU CORAÇÃO"


DANCING WITH THE DEVIL...THE ART OF STARTING OVER - DEMI LOVATO

Demi Lovato é um ícone, sabemos disso. Depois de passar por tantos problemas na vida pessoal (que não os esconde, pelo contrário, fala abertamente sobre eles e forma uma rede de apoio com seus fãs), Demi continua a fazer música e volta com "Dancing With the Devil", mostrando que é um ser humano cheio de força, que se recupera dos obstáculos que enfrenta e que todas somos maiores que nossos medos.


Todas as letras do álbum demonstram um estado de maturidade emocional que Demi passou e está ciente de que agora é hora de desabafar todos esses sentimentos que antes eram escondidos. Este álbum de Demi, assim como "Folklore" de Taylor Swift, revela o seu crescimento pessoal.


OUÇA: "MELON CAKE" E "MET HIM LAST NIGHT (FEAT. ARIANA GRANDE)"


SOUR - OLIVIA RODRIGO

É incrível pensar que há apenas um ano, caso você não assistisse a uma certa série do Disney+, o nome Olivia Rodrigo provavelmente passaria despercebido pela maioria das pessoas, e com apenas 18 anos, um coração partido e uma carteira de motorista a cantora deixou sua marca tanto no ano de 2021 quanto na história. "drivers license" foi o ponto de partida da jovem ao estrelato e com ele acumulou diversos recordes, fazendo com que a expectativa para seu álbum de estreia alcançasse níveis estratosféricos.


Sour chegou às plataformas de streaming no final do mês de maio, e se ainda haviam dúvidas se Olivia passaria ou não de uma one-hit-wonder, todas foram sanadas ao nos depararmos com um projeto muito além de um pop dançante, que também traz em sua bagagem influências do pop rock de Avril Lavigne e Hayley Williams que foi fenômeno em meados dos anos 2000. Indicada em sete categorias na próxima edição do Grammy, incluindo as quatro principais (o chamado big four), é seguro dizer que as chances de Olivia sair da cerimônia de mãos abanando são praticamente nulas. Quer saber mais sobre um dos álbuns mais aclamados do ano? Clique aqui para ler a review!


OUÇA: "GOOD 4 U" E "TRAITOR"


SCALED AND ICY - TWENTY ONE PILOTS

Mesmo que o Twenty One Pilots nunca tenha se encaixado em um gênero específico, indo do rock alternativo ao rap e até ao reggae, esta era a primeira vez que o repertório do duo soava tão dançante, em especial na faixa “Saturday”, último single lançado antes do álbum, com seu refrão pegajoso e beats que flertam com a disco music.


Há muito mais a se prestar atenção em “Scaled and Icy”, como a sempre afiada composição de Tyler Joseph, que traz reflexões sobre sentimentos de incerteza e instabilidade mascarados pelas batidas vibrantes, um outro mérito do músico, que novamente assina a produção de um disco do Twenty One Pilots de forma bastante competente. Leia a review completa aqui.


OUÇA: "NO CHANCES" E "SHY AWAY"


GOLDEN HOUR - JEREMIAS

O primeiro full álbum da banda alemã JEREMIAS depois de dois EPs eletrizantes veio consolidar sua identidade ao mundo. Em golden hour ainda temos a sonoridade funk e disco, porém de forma mais melódica e romântica.


Músicas mais serenas e tranquilas junto de letras contemplativas percorrem toda a estética do álbum, que também contém músicas meramente instrumentais, ressaltando certo experimentalismo da banda dentro de um gênero que já dominam bem. Conheça mais sobre JEREMIAS lendo nossa entrevista com a banda!


OUÇA: "NIE ANKOMMEN" E "EINFACH"


ANCIENT DREAMS IN A MODERN LAND - MARINA

A frase “eu não sabia que precisava disso até ouvir isso” não faz sentido aqui porque eu sempre soube que precisava do novo álbum de Marina. Após o lançamento do morno Love + Fear, o público esperava mais. Não tinha sido o suficiente para suprir o tempo de espera que ficamos sem Marina quando ela decidiu entrar em hiato após o lançamento de "Man’s World" foi como um abraço nos lembrando como estávamos em boas mãos.


De fato, Ancient Dreams In A Modern Land contempla o melhor da artista: sua composição lírica sempre impecável e melodias etéreas nos levando a outra dimensão. Tais características ficam muito claras na reflexão sobre convenções do machismo em "Man’s World" e "Purge The Poison", no acolhimento emocional em Highly Emotional People e no amor próprio "I Love You But I Love Me More" e "Goodbye". O recente single "Happy Loner" que entrará na outra versão do disco também tem sua beleza celestial, o que se torna ainda mais a marca da Marina.


OUÇA: "MAN'S WORLD" E "VENUS FLY TRAP"


BLUE WEEKEND - WOLF ALICE

A banda Wolf Alice se prova novamente como um dos melhores grupos no Reino Unido com seu projeto mais recente, o álbum conceitual, Blue Weekend. O projeto foi um dos maiores atos do ano e desde o primeiros trabalhos, o debut My Love is Cool, de 2015, e o premiado Visions Of A Life, de 2018, o quarteto londrino vem conquistado o coração do público e da crítica, e muita expectativa pairava em relação ao próximo disco da banda, porque no fundo, sabiam que poderia ser um grande hit. E não estavam errados: Blue Weekend foi lançado em junho deste ano e com uma tracklist de peso, concederam um disco beirando a perfeição.


Tendo como destaque as faixas "Delicious Things", que enfrenta a realidade do próprio sonho, o punk rock nocivo de "Play The Greatest Hits", e a conversa interna ambientada no celestial de "Feeling Myself", Blue Weekend contempla uma experiência que apenas Wolf Alice poderia realizar. Quer saber mais? Confira a review completa aqui.


OUÇA: "DELICIOUS THINGS" E "HOW CAN I MAKE IT OK"


HAPPIER THAN EVER - BILLIE EILISH

A tão temida maldição do segundo álbum passou longe de ser uma das preocupações de Billie Eilish em 2021. Repetindo a parceria de sucesso com seu irmão Finneas, que novamente assina a produção do álbum, a cantora que recentemente completou seus 20 anos se mostra mais madura ao cantar sobre aventuras e decepções amorosas, toxicidade na internet, e responde os comentários que tanto se ouviu sobre sua aparência no início de sua carreira, principalmente no interlúdio "Not My Responsability".


Além de ter sido comtemplado com 7 indicações ao Grammy do próximo ano, Happier Than Ever também ganhou um especial no Disney+, chamado "Happier Than Ever: A Love Letter to Los Angeles", onde Billie canta seu novo álbum na íntegra e presta uma bela homenagem à sua cidade natal.


OUÇA: "NDA" E "HAPPIER THAN EVER"


SOB ROCK - JOHN MAYER

No oitavo álbum de estúdio, John Mayer aposta no seu soft rock agora mais voltado ao som dos anos 1980. Apesar das críticas relacionadas ao seu comportamento em relacionamentos, como com Taylor Swift, não podemos negar que John Mayer toca muito bem uma guitarra e neste álbum ele mostra esse talento.


As faixas tem seu som original, gaita e sua voz característica meio anasalada, mas tem uma influência inspiradora no soft rock de 1980 de The Police, por exemplo.


OUÇA: "NEW LIGHT" E "LAST TRAIN HOME"


SOLAR POWER - LORDE

Lorde é uma cantora que tem as fases de sua vida muito bem marcadas por seus álbuns. Solar Power é a visão de mundo mais recente da cantora, e também a mais otimista - em partes. A saudação à natureza e à beleza do mundo à nossa volta é resultado de um amadurecimento pessoal de Lorde, marcado por instabilidades e sofrimentos cujos retratos estão presentes em Pure Heroine ou em Melodrama, mais fortemente.


Apesar de dividir opiniões, o charme de Solar Power está na ideia da cantora em não causar um rebuliço midiático ou atrair olhares críticos para a sua música. Lorde se preocupa em dar à sua música uma experiência ainda mais pessoal, mesmo que não compreendida por todos. Ela faz isso de forma singela, observando e retratando com cautela partes importantes da sua vida, como o início de sua carreira, retratado em "California" e a morte de seu cachorro de estimação, contada em "Big Star", sempre mesclando com esses fatos as suas percepções recentes e imediatas, deixando seu eu atual conduzir as reflexões e ensinamentos que quer guardar desse momento de sua vida. O resultado disso veio também acompanhado de contundentes críticas aos jovens místicos (na faixa "Mood Ring") e problemas ambientais severos que o mundo enfrenta.


OUÇA: "THE PATH" E "FALLEN FRUIT"


THE CHAOS CHAPTER: FIGHT OR SCAPE - TOMORROW X TOGETHER

Versão estendida de The Chaos Chapter: Freeze, o álbum lançado em 17 de agosto conta com 11 faixas, 3 a mais que a versão anterior, sendo elas: "LO$ER=LO♡ER", "MOA Diary (Dubaddu Wari Wari)" e "0X1=LOVESONG (I Know I Love You) feat. Seori. (Emocore Mix)". No trabalho temos uma nova visão de um TXT que experimenta elementos diversos em suas canções, incluindo seu lado mais pop punk, que pudemos vislumbrar antes em "Ghosting", faixa de misinode1: Blue Hour, mini álbum lançado no ano passado.


Ao longo das faixas, temos a chance de explorar diversas facetas dos belos e potentes vocais dos cinco integrantes do grupo: Taehyun, Beomgyu, Soobin, Yeonjun e Hueningkai, além de passear por gêneros variados, desde o já mencionado pop punk, com toda aquela nostalgia emo, até as canções com um pop muito mais dançante ou rap. The Chaos Chapter: Fight or Escape é um álbum dinâmico, com pouco mais de 36 minutos: meia hora de boa música em meio ao caos do mundo atual.


OUÇA: "LO$ER=LO♡ER" E ANTI-ROMANTIC


SOMETIMES I MIGHT BE INTROVERT - LITTLE SIMZ

A cena do rap britânico sempre foi muito conhecida por revelar grandes intérpretes e compositores ao público. Em 2021 Little Simz se destaca como uma rapper feminina em um gênero totalmente dominado por homens, e entrega o melhor álbum do ano em seu nicho, o Sometimes I Might Be Introvertais.: um álbum ousado e corajoso, que mescla a urgência e agilidade do rap com a delicadeza do R&B e da música erudita, mas também se permite mostrar muito vulnerável, ao falar sobre suas próprias batalhas internas, riqueza e pobreza e relações interpessoais. Ao longo das 19 faixas, Little Simz mostra a excelência lírica pela qual já é conhecida em seu país , desde sua estreia, o álbum E.D.G.E, lançado no fim de 2014.


OUÇA: "INTROVERT" E "SPEED"


MONTERO - LIL NAS X

Não restam dúvidas de que 2021 foi o ano de Lil Nas X, não só na música como também na moda e no audiovisual. O jovem de 22 anos escreveu seu nome na história da indústria fonográfica de diversas formas este ano, seja com sua memorável aparição na edição deste ano do MET Gala, ou ao conquistar o prêmio de vídeo do ano no VMAs com "MONTERO (Call Me By Your Name)", ou alguma outra das inúmeras das icônicas façanhas de Lil Nas X neste ano que o consagrou definitivamente como um dos artistas mais promissores da década.


É impressionante pensar que, após vários recordes quebrados com "Old Town Road" que permanece até hoje como canção com mais tempo na Hot 100 da Billboard, Lil Nas X só está estreando oficialmente agora em 2021 com o álbum Montero, que não deixa nem um pouco a desejar em relação aos seus hits anteriores, e entrega ainda mais sucessos, como o grito de vitória "Industry Baby", parceria certeira com o rapper Jack Harlow.


OUÇA: "INDUSTRY BABY (FEAT. JACK HARLOW)" E "LOST IN THE CIDATEL"


STAR-CROSSED - KACEY MUSGRAVES

A Billboard apostou neste álbum de Kacey como um dos favoritos (apesar de não ter caído tanto nas graças do público) para o Grammy 2022. A música country é uma grande inspiração para contar uma trajetória de um fim de relacionamento… E Kacey soube explorar muito bem esse tema em star-crossed. Ela já tem cinco álbuns de carreira, mas o que a consagrou no mundo da música foi Golden Hour.

Não é segredo para ninguém que ela entrega muita arte, tanto é que este álbum virou um filme, disponível no Paramount+, junto com o lançamento do disco. Em Golden Hour ela desabafa, e em star-crossed ela continua esse desabafo, mas de uma forma muito mais profunda. Em “Justified”, por exemplo, ela lida com desequilíbrios emocionais e nos mostra uma Kacey que também tem vulnerabilidades.


OUÇA: "CAMERA ROLL" E "CHERRY BLOSSOM"


ÍNDIGO BORBOLETA ANIL - LINIKER

Em 2020, vimos a banda Liniker e os Caramelows encerrar seus trabalhos. Mas quem disse que Liniker de Barros Ferreira Campos deixaria a música? A MPB precisa dela. E foi neste ano, em setembro, que Liniker lançou seu primeiro álbum solo, intitulado Indigo Borboleta Anil. O que podemos resumir do álbum de Liniker é, principalmente, o seu amadurecimento pessoal e paixão pela pessoa que ela é.

O som passa pela black music que estamos acostumados em ouvir da cantora, e também contém reggae e R&B. Alguns elementos e instrumentos adicionam diversas camadas; por vezes felizes, por vezes tristes. A depender do que a cantora canta em suas letras e o que o sentimento da canção pede.


OUÇA: “ANTES DE TUDO” E “DIZ QUANTO CUSTA (FEAT. MAHMUDI, TASSIA REIS E VITOR HUGO)"


SEVENTEEN GOING UNDER - SAM FENDER

Desde o seu primeiro projeto, o EP Dead Boys, Sam Fender se propõe a fazer críticas sobre o que acha que não está certo em nossa sociedade, através de suas canções com sonoridade e lirismo fortemente influenciados por Bruce Springsteen e pelo Britpop dos anos 1990. Sam repete a receita de sucesso em Seventeen Going Under, seu segundo álbum lançado em outubro deste ano que arrancou elogios mundo afora, e já coleciona indicações, como a Mastercard Album of the Year do Brit Awards de 2022, principal categoria da premiação.


Apesar de ter seus momentos de fúria e indignação, com duras críticas ao governo britânico, à comportamentos tóxicos e militância performática, o cantor e compositor também mostra um lado mais pessoal de sua composição ao abordar a relação com seu pai na faixa "Spit of You".


OUÇA: "SEVENTEEN GOING UNDER" E "LONG WAY OFF"


MERCURIAL WORLD - MAGDALENA BAY

O duo norte-americano Magdalena Bay surfa na onda do synth pop tirando o melhor do gênero, em canções acessíveis e suaves.

Mercurial World é um álbum equilibrado, porém muito potente. Ouvi-lo proporciona uma sensação refrescante, demonstrando sua versatilidade e atemporalidade - que já é evidente desde agora.


OUÇA: "DREAMCATCHING" E "DAWNING OF THE SEASON"


RED (TAYLOR'S VERSION) - TAYLOR SWIFT

Apesar de Red ser tecnicamente um álbum de 2012, é impossível deixar de mencionar o fenômeno que foi Taylor Swift no ano de 2021. Indiscutivelmente um de seus melhores trabalhos até hoje, a nova versão do álbum consegue surpreender ainda mais, com novos arranjos, como o da faixa-título, novas versões de favoritas dos fãs, como a tão aguardada versão de 10 minutos de "All Too Well" (que ganhou um belíssimo curta-metragem estrelado por Dylan O'Brien e Sadie Sink), e as já esperadas faixas From The Vault, que foram descartadas da primeira versão, como as faixas "Nothing New", que conta conta com a participação de Phoebe Bridgers.


É exatamente com as canções From The Vault, ao ouvirmos faixas como "I Bet You Think About Me", mais voltada às suas primeiras eras como Fearless e Speak Now e "Message in a Bottle", que flerta com o que ouviríamos mais tarde em 1989, percebemos com mais clareza que o Red foi o ponto de virada na carreira de Taylor Swift, indo de uma cantora de nicho à estrela pop que conhecemos hoje.


OUÇA: "ALL TOO WELL (10 MINUTE VERSION)" E "THE VERY FIRST NIGHT"


CINEMA SUBLIMINA - THE TECHNICOLORS

O rock psicodélico do The Technicolors foi uma das grandes surpresas de 2021. Cinema Sublimina começou a ser idealizado no Brasil, após o fim da turnê da banda em nosso país, ao voltarem à sua terra natal, o estado do Arizona, nos Estados Unidos, a banda ligou a experência de um lugar totalmente novo com a familiaridade do lugar de onde vieram, e dessa junção inusitada surgiu "Nightvisions", single do quarto álbum de estúdio da banda.


A influência do Brasil em Cinema Sublimina não acaba por aqui, uma vez que uma das faixas mais diferenciadas do álbum conta com a participação do guitarrista sul mato-grossense Mateus Asato, que já tocou com artistas como Jessie J e Tori Kelly. "DJ in Brazil" é uma mistura interessante entre dream pop e arranjos típicos da nossa música brasileira, como Bossa Nova e MPB. Outra influência bem marcante no disco é Kevin Parker e seu projeto Tame Impala, com riffs bem marcados flertando com post punk, como por exemplo a faixa "Infinity Pools".


OUÇA: "SUPER REFLECTOR" E "HOWL"


AN EVENING WITH SILK SONIC - SILK SONIC

O tão aguardado comeback de Bruno Mars chegou de uma forma inesperada: através de um projeto paralelo. Silk Sonic, como foi chamado a parceria entre Bruno e Anderson .Paak, é uma grande celebração à Black Music, o funk e o soul que marcaram os anos 1970, com nomes que fizeram história como James Brown e Stevie Wonder, que foram algumas das principais influências para o duo neste novo projeto.


"Leave the Door Open" foi a primeira amostra do que os fãs poderiam esperar para o álbum, que superou as expectativas dos fãs, alcançou números impressionantes e isso foi apenas o começo para Bruno e Anderson, uma vez que "Skate" e "Smoking Out the Window", segundo e terceiro singles respectivamente, foram igualmente bem recebidos por público e crítica. Apesar de ser um álbum relativamente curto, An Evening With Silk Sonic conseguiu guardar excelentes surpresas além das faixas principais, como a contagiante "Fly as Me".

OUÇA: "FLY AS ME" E "777"


VOU TER QUE ME VIRAR - FRESNO

O emo no Brasil está vivo e muito bem em 2021! "Vou Ter Que Me Virar" é o primeiro álbum da Fresno em sua nova formação, e deixou a o mundinho emo BR feliz da vida. Após passar o ano assinando a produção de artistas como Manu Gavassi e Priscila Alcântara, Lucas Silveira retorna aos vocais e na companhia de Gustavo Mantovani (Vavo) e Thiago Guerra entregam um disco cheio de personalidade que conquistou o grande público de uma forma como não víamos há muito tempo acontecer na cena do rock brasileiro.


O álbum conta também com participações nacionais e internacionais que chegam para abrilhantar ainda mais a tracklist de Vou Ter Que Me Virar, como Scarypoolparty e Yvette Young na faixa "Tell Me Lover" (a única canção em inglês do disco), e o nosso querido Lulu Santos em "Já Faz Tanto Tempo".


OUÇA: "FUDEU!!!" E "ELES ODEIAM GENTE COMO NÓS"


30 - ADELE

Esse com certeza é um dos álbuns mais esperados do ano! E não podíamos deixar de fechar a nossa lista de trinta melhores álbuns (coincidência?) com aquele que estreou de forma mais bombástica no mundo da música: “30” alcançou o primeiro lugar na Billboard 200 e teve a melhor estreia de vendas de álbum de 2021. O álbum foi lançado em novembro e fechou o ano com chave de ouro da cantora britânica. Dessa vez, ela explora temas que até então não haviam sido mencionados, como a maturidade emocional numa separação e reflexões sobre o processo de ser mãe.


Adele sempre retratou os problemas em seus relacionamentos, mas neste álbum as responsabilidades da cantora são mais destacadas do que as tristezas que são vividas. Ela reconhece erros e imperfeições em si mesma, diferente do que narrava em suas músicas nos álbuns “19”, “21” e “25”. Além disso, depois de conquistar seu nicho, Adele trabalha também com novos sons, utilizando bastante o jazz, por exemplo, e até mesmo o country-pop em “Can I Get It”. Depois de seis anos sem novas músicas, agora finalmente podemos fechar 2021 com Adele no topo das paradas. Continua sensível; mas mais madura do que antes com seus 33 anos.


OUÇA: "OH MY GOD" E "EASY ON ME"





Estamos ouvindo!

LEIA TAMBÉM

SIGA-NOS NO INSTAGRAM!