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  • Letícia Lucena

Daisy Jones & The Six: Rock n' Roll para ler

Tá difícil achar um livro para ler nessa quarentena? Calma que eu tenho uma sugestão que talvez possa resolver seus problemas! Que tal juntar a cena do Rock de Los Angeles dos anos 70, e uma leitura muito divertida? Apresento-lhes, Daisy Jones & The Six!


Confesso que o livro não me chamou muito a atenção ao olhá-lo pela primeira vez na livraria (quando ainda era possível comprar um livro presencialmente), por achar alguns fatos que cercam o rock setentista um tanto problemáticos, apesar de amar músicas dessa e de várias outras épocas. No fim a curiosidade falou mais alto e resolvi dar uma chance à história, e não me arrependi nem um pouco!

© Letícia Lucena

A narrativa utiliza da metalinguagem ao mostrar uma autora contando a história dessa banda que, apesar de não ter durado muito tempo, marcou uma geração. A história é contada através dos depoimentos dos membros da banda, além de produtores, empresários, jornalistas, e outros que de alguma forma contribuíram para o sucesso do grupo, a princípio com duas narrativas: a de Daisy, uma jovem nascida e criada em Los Angeles, que conheceu o mundo da música sendo apenas uma groupie, mas que sabia que tinha potencial para ser muito mais, e a dos irmãos Billy e Graham Dunne, dois jovens da Costa Leste com um sonho de serem o novo grande nome do Rock n' Roll americano. Ao longo do caminho os irmãos se juntam com os também irmãos Pete e Eddie Loving, Warren Rhodes e Karen Sirko, formando assim os Dunne Brothers, que logo após se tornariam The Six.


Alguns anos mais tarde, as vidas dessas pessoas se cruzam, e presenciamos um verdadeiro encontro de almas: de um lado, uma Daisy Jones mais madura e centrada nos seus objetivos, porém igualmente festeira, frequentadora assídua de pontos icônicos da Sunset Strip como o Chatêau Marmont e o Rainbow, e que se existisse de verdade, com certeza teria sido a primeira mulher a fazer parte dos Hollywood Vampires junto com John Lennon, Keith Moon, Alice Cooper e outros grandes nomes da música. E do outro temos Billy Dunne, Um talentoso músico recém saído da reabilitação, e em diversos momentos diz em seu depoimento que teria feito o que fez durante seu tempo na banda por amar muito a esposa, quase como um desencargo de consciência. Mais tarde na história descobrimos o porquê dele se repetir nisso em tantas vezes. Apesar de nem sempre estarem nos melhores termos, a química entre Jones e Dunne era inegável, e foi o principal fator que levou a banda ao estrelato.

© Letícia Lucena

O livro não poupa esforços em mostrar todas as faces da industria musical da época, desde o processo de gravação de um álbum e todas as suas etapas, mas também abordando o lado nada glamoroso da música, como brigas de ego e abuso de álcool e drogas, sem romantizá-los em momento algum. Um dos pontos mais interessantes da narrativa é como a autora Taylor Jenkins Reid escolheu retratar a relação entre as mulheres da história. Apesar de terem seus conflitos, ou nem sempre concordarem com o posicionamento umas das outras, elas sempre se olham com o máximo de respeito, mesmo no maior dos impasses. Xô, rivalidade!


© Letícia Lucena

A riqueza de detalhes é sem dúvida uma das coisas mais legais de toda a obra. Durante a leitura, acompanhamos de perto todos os passos da produção do álbum Aurora, e ao ver que todas as letras do álbum estão disponíveis no final do livro, a vontade que dá é de correr pro Spotify e ouvir as músicas, embora elas ainda não existam na vida real. Sim, ainda não existem, mas por pouco tempo, já que a Amazon comprou os direitos da obra antes mesmo de ser lançada oficialmente, e vai produzir uma série de 13 episódios que vai contar com trilha sonora original, e com Sam Claffin e Riley Keough nos papeis de Billy Dunne e Daisy Jones respectivamente.


E aí? Entrou de vez no hype? O livro já está disponível nos sites e livrarias em formato físico e digital. Boa leitura!




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