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  • Letícia Lucena

[Entrevista] Alfie Templeman: um prodígio do pop em busca da felicidade

Se você acompanha a atual cena alternativa da música britânica, Alfie Templeman provavelmente já cruzou seu caminho pela internet. O jovem cantor, compositor e multi-instrumentista de Bedfordshire, no leste da Inglaterra, é um dos artistas em ascensão no Reino Unido neste ano, e com apenas 17 anos já acumula quase 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify, três EPs e um álbum lançados, e também uma colaboração com um outro nome conhecido do público britânico, a banda Circa Waves, na faixa “Lemonade”, lançada no último mês de agosto.


Seu single mais recente,"Forever Isn't Long Enough", um indie-pop cheio de personalidade, é o primeiro trabalho de Alfie Templeman desde seu mais recente EP, "Happiness in a Liquid Form", lançado em julho deste ano. O lançamento da faixa também é acompanhado por um clipe cheio de cores vibrantes dirigido por Thomas Davis. Confira abaixo:


Em entrevista para a Sidetrack, Alfie falou conosco sobre suas principais influências, processo criativo e sua relação com os fãs via redes sociais. Vem ver!

SDTK: Notamos que você é muito ativo nas redes sociais e também tem um vínculo bem pessoal com seus fãs. Como foi ver essa base de fãs crescer? É muito diferente lidar com as mídias sociais agora?


ALFIE: É adorável de se ver! Mas também é muito para se absorver e acompanhar, porque a base de fãs está sempre crescendo tão rapidamente, o que é muito empolgante, mas eu nunca esperei que algo assim fosse acontecer.


© Amir Hossain

SDTK: Muitas pessoas associam você ao 'bedroom pop'. Começar nesse gênero foi uma decisão informada, algo que você tinha em mente quando começou a fazer música ou foi apenas algo que aconteceu naturalmente? Como você se atraiu por esse tipo de som?


ALFIE: Eu não ouço muito o chamado gênero ‘bedroom pop’, porque a maior parte da música que é rotulada com ele não é realmente o que eu estou fazendo. Acho que a única razão pela qual as pessoas veem minha música como bedroom pop é porque eu realmente faço tudo no meu quarto!


SDTK: Seu novo EP se chama “Happiness in a Liquid Form” e, como sabemos, estamos todos vivendo uma situação muito atípica no momento. Então, o que está lhe trazendo felicidade nos últimos meses?


ALFIE: Sim, ‘Happiness’ foi obviamente escrita e gravada antes mesmo de alguém saber sobre o coronavírus, então o EP foi lançado em uma situação muito contrastante com o verão brilhante que eu esperava. Para manter a sanidade, estou fazendo longas caminhadas e lentamente fazendo novas músicas, especialmente no piano.


© Emma Swann para DIY Magazine

SDTK: Qual foi o seu primeiro contato com a música? Essa primeira abordagem foi o que fez você querer ser músico?


ALFIE: Eu batia em potes e panelas desde criança. Eu sempre amei tocar bateria e, eventualmente, tive aulas e naturalmente fui me conectando mais com o instrumento. Acho que é isso mesmo, tudo começou com a bateria.


SDTK: E quem o inspira como artista nos dias de hoje?


ALFIE: Todd Rundgren, Paul McCartney, Prince, Kevin Parker, Makoto Matsushita, Kingo Hamada, Can, Emitt Rhodes, Big Star, só para citar alguns.


SDTK: Existe alguma música de qualquer artista que você gostaria de ter escrito? Se sim, por quê?


ALFIE: Eu sempre quis ter escrito ‘I Saw The Light’, do Todd Rundgren. Desde que ouvi essa música pela primeira vez há 5 anos, ela abriu um mundo totalmente novo para mim. Descobri Todd através de alguém que tinha postado uma de suas músicas no Instagram e me lembrei de dar uma conferida por curiosidade, e desde então, fiquei viciado em tudo o que ele fez.


SDTK: Pessoalmente uma das minhas canções favoritas em sua discografia é “Yellow Flowers”, do EP “Like an Animal”. Ela é sobre uma experiência pessoal ou se trata de algo que você criou em sua mente? O que é mais comum durante o seu processo criativo?


ALFIE: Obrigado! Gravei “Yellow Flowers” em 2017/2018. Na verdade, eu tinha terminado um relacionamento muito longo e, honestamente, é uma daquelas músicas que vêm direto do coração. Acho que eu só queria falar um pouco sobre meus sentimentos, eu tinha 14 anos na época.


SDTK: Uma das músicas do seu novo EP se chama “Wish I Was Younger”, então agora é hora de voltar à sua infância: se você pudesse trazer de volta qualquer item da cultura pop da época da qual você era criança, o que você escolheria?


ALFIE: Ah, cara! Eu definitivamente traria de volta aqueles DVDs “Pop Jr” com todos os hits que tinham neles. “Reach for the Stars” do S-Club 7 me traz muita nostalgia! Eu era obcecado por esse videoclipe lá pelo início dos anos 2000.


© Red Light Management

SDTK: Muitas de suas músicas têm essa vibe de filmes coming-of-age, o que as tornam muito fáceis de se relacionar. Você usa outras formas de mídia além da música como inspiração? Quais?


ALFIE: Eu gosto muito de filmes. Especialmente ficção científica. Então isso faz sentido porque tento ter um apelo futurista para o que estou fazendo, então os filmes são um grande impacto em mim, especialmente Laranja Mecânica.


SDTK: Agora, para encerrar: há alguma música que você ama, mas as pessoas não a associariam a você a primeira vista? Além disso, qual de suas próprias músicas você recomendaria a um alguém que vai escutá-las pela primeira vez?


ALFIE: As pessoas provavelmente não conseguem me imaginar ouvindo "Barbie Girl" [do Aqua], mas ela é TUDO! Agora, eu tivesse que recomendar uma música minha para começar, eu escolheria Forever Isn’t Long Enough.

Quer conhecer mais do trabalho incrível do Alfie? Ouça a playlist "This is Alfie Templeman", no Spotify!


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