• Heloísa Cipriano

Especial Festival Bem Ali: Big Marias

Atualizado: 13 de Set de 2019


DellaNoche (à esquerda), Didia Cayres (centro inferior), Samia Cayres (centro superior) e Lucas Cavalcante (à direita). Foto: Letícia Lucena

Festivais musicais são ótimas opções para quem quer prestigiar um artista conhecido e admirado; mas é também palco para trazer novos sons e fazer a regionalidade ser notada em meio a competitiva indústria musical. É nesse sentido que a produtora tocantinense Árvore Seca se inspira e traz no line up da sexta edição do Festival Bem Ali diversas bandas regionais. Uma delas chama a atenção dos corações de quem ama a sonoridade dos anos 90: a Big Marias. E é sobre a banda de estilo notável que vamos falar nesse segundo post especial do Festival que movimenta a cena da música independente.


Formada por Samia Cayres (guitarra e vocal), Didia Cayres (bateria), DJ DellaNoche (vocal e backing vocal) e Lucas Cavalcante Lago (baixo), a banda iniciou os trabalhos ainda neste ano de 2019. As irmãs, Samia e Didia, são veteranas no cenário musical tocantinense: elas já rodaram grandes festivais de renome nacional, como Bananada (GO) e Virada Cultural (SP), com a extinta Boddah Diciro.


Agora, com Big Marias - antigo projeto que se concretizou - elas pretendem trazer suas identidades inspiradas no punk e trip-hop, juntamente com a parceria de DellaNoche e Lucas.



Foto: Letícia Lucena

Conversamos com a banda composta pelo quarteto divertido e comunicativo para conhecer um pouquinho mais do que vem por aí no dia 19 de outubro, em Palmas (TO). Confira a seguir!


Primeiro, peço que vocês se apresentem e deem um relato ao público de como a banda foi construída.

Samia: A Big Marias é uma vontade antiga minha - Samia e da Didia. Há alguns anos atrás queríamos fazer um duo “guitarra & bateria”, que seria um espaço para experimentar mais influências sonoras e tocar sem amarras. E incrivelmente este ano, graças a um convite inusitado de uma amiga nossa, a Vera (Boca de Cantora) essa vontade ganhou forma. Hoje a Big Marias tem o Lucas, carinhosamente apelidado de "Colírio" no baixo, Didia na bateria, Cyntia nos backing vocals e Samia na guitarra e vocal.


Pelo que pude perceber, todo mundo trabalha de alguma forma com a comunicação, né? Samia com jornalismo, Lucas e Didia com publicidade e DellaNoche com discotecagem. O diálogo entre vocês, o público e seus outros trabalhos nessa área influenciam no som da banda?

Samia: O fato de trabalharmos com comunicação super ajuda no diálogo com o público. Música é mensagem e para além da forma de comunicar o que nos propomos a fazer, os nossos desenvolvimento em áreas correlatas nos ajuda na performance artística.


E quem mais compõe? As inspirações vem de onde?

Samia: O processo de composição dentro da Big Marias é algo bem fluído e tem sido muito gostoso sentir e buscar ser sincero no que estamos com vontade de transmitir com a nossa música. Boa parte das composições saem do tempo em que Didia e eu ficamos no estúdio. Mas nem nisso engessamos o processo. Uma das músicas que mais gostamos, “Rebel”, o riff é meu e a letra de Gabi, nossa diretora artística.


A pergunta que sempre é feita a bandas: porque a escolha do nome Big Marias?

Samia: O nome veio, porque, para o meu pai: eu, minha mãe e minha irmã somos Marias. Ele costuma nos chamar dessa forma carinhosa, já que ele é o único menino da família Cayres Lima. Então só tem Maria na Big Marias. Costumamos dizer que ᴍᴀʀɪᴀ é um estado de espírito.


Quais são suas maiores influências para o despertar do gênero punk e trip-hop? Se fosse pra entrar num consenso e escolher a música mais querida pelo grupo, qual seria?

Samia: Consumimos muita música e de todo tipo de música da pisadinha ao jazz, gosto muito de trip-hop de bandas como Portishead e seguimos no punk anarquista "mermo" de L7. Acaba que num contexto de fazer música enveredamos por esse som por ser a vibe que faz arrepiar na gente os pelos do braço (risos). É muito difícil entrar num consenso de música mais querida! Escolha de Sofia isso!


Têm planos futuros de lançar um disco ou de fazer turnês pelo Brasil?

Samia: Nossos planos para o futuro é continuar tocando o que a gente gosta. Acredito que a partir daí as coisas simplesmente vão acontecendo! Também é um mistério para nós.


Vocês são de Palmas, Tocantins (ô terra quente, viu?!). Acreditam que a regionalidade do cerrado possa influenciar de alguma forma o modo como vocês trabalham com suas músicas?

Samia: O Cerrado é meu bioma favorito. Posso filosofar agora falando que nesta terra quente nós resistimos como o cerrado. Não temo como não influenciar. Amo cada rotatória desse lugar "derretente"!



[Informações do evento]

Data: 19 de outubro de 2019

Horário: 18 horas (abertura da casa) - 18h30 (início dos shows)

Local: Ahãdu Eventos

Endereço: Quadra 110 Norte, Alameda 5, 13 - Plano Diretor Norte, Palmas - TO

Classificação etária: 14 anos

Ingressos online: https://www.sympla.com.br/festival-bem-ali-2019__625612 ou nos pontos de venda oficiais, informados no site oficial do evento.

Valores: R$ 30 (lote promocional - apenas online); R$ 40 (primeiro lote); R$ 45 (segundo lote); R$ 50 (último lote)

Site: https://www.bemali.arvoreseca.com.br/


Semana que vem trazemos mais duas bandas do line up do Festival Bem Ali 2019 pra você conhecer. Fique de olho nas nossas redes sociais! Até a próxima 🤘🤘🤘

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