• Heloísa Cipriano

Especial Festival Bem Ali: Desert Crows

Estamos em contagem regressiva para o Festival Bem Ali, que reunirá diversas atrações que caminham em diferentes gêneros, com muito rock (alternativo, stoner, trip-hop, grunge, etc), pop e MPB. Faltando praticamente um mês para Palmas (TO) receber movimentação de bandas do cenário independente da música brasileira, nesse post você confere um pouco da história do trio goiano Desert Crows, um dos esperados no dia 19 de outubro.

Foto: Diogo Fleury

Uma das revelações do gênero stoner rock no Brasil, a banda goiana é composta por Vitor Mercez (vocal e guitarra), Raul Martins (baixo) e Pedro Nascimento (bateria). A sonoridade é pesada: agrada os ouvidos dos apaixonados por canções repletas de riffs, e que remetem a bandas como Kyuss e Stoned Jesus.


O mais recente trabalho da banda é o álbum de estreia Age of Despair (2019), que recebeu elogios da imprensa nacional, tanto em composições e sonoridade, quanto na linda capa criada pelo ilustrador Cristiano Suarez.

O álbum, lançado em meados de abril pela Monstro Discos e Milo Records, é o primeiro passo para o trio ser reconhecido no Brasil, já que lhes ofereceu a oportunidade de tocar fora de seu Estado de origem: no meio do ano, a banda foi à São Paulo, cenário de grandes tendências undergrounds, levar seu som à Avenida Paulista. São oito faixas, com um total aproximado de 40 minutos de duração. Abaixo, o clipe de uma das canções: Loose Me.


O trio conversou conosco para sabermos um pouco mais a fundo como esse projeto começou e o que podemos esperar da sonoridade que faz uma leve mistura entre grunge, punk e heavy metal, e se cria o que conhecemos como Desert Crows. Dá um confere aí!


Primeiro, peço que vocês se apresentem e deem um relato ao público de como a banda foi construída.

Desert Crows: A Desert Crows é formada por Vitor Mercez (guitarra e vocal), Raul Martins (baixo) e Pedro Nascimento (bateria). A banda foi construída no Ensino Médio, no final de 2017, por três amigos que curtiam fazer um som e queriam realizar algo sério. Em 2018 entrou o baterista atual e começamos a produção do nosso primeiro álbum.


Vocês são de Goiânia, certo? Como é trabalhar com um gênero ainda mais específico do rock, o stoner, numa cidade em que o gênero musical sertanejo ainda prevalece bastante entre o público ouvinte?

Desert Crows: Sim! Somos de Goiânia. Na verdade mesmo Goiânia sendo a Capital do sertanejo, é uma cidade em que a escola do stoner é muito forte. O underground goiano trouxe diversos nomes de peso que são influências pelo Brasil, como Black Drawing Chalks, Hellbenders, MQN e Overfuzz. Então, o rock - e até mesmo o stoner - tem uma cena muito massa em Goiânia, com festivais que carrega um nome nas costas.


Ouvi o álbum de vocês! Parabéns pelo trabalho! O que mais gostei foram os riffs de guitarra, achei todos bem marcantes. De vocês, quem mais compõe? As inspirações vem de onde?

Desert Crows: Muito obrigado! Quem mais compõe é o Vitor; todas as linhas de guitarra são dele. Nesse álbum, as músicas foram grande parte encaminhadas por ele e estruturadas juntas. A inspiração vem de várias influências misturadas, algo mais antigo como Black Sabbath; e mais recente, como Royal Blood, que tem riffs bem marcantes.


De onde surgiu o nome Desert Crows?

Desert Crows: O nome Desert Crows foi algo bem aleatório. Tinha toda a ideia do stoner ser "desértico"... Deserto da Califórnia e tal... E o corvo é um animal bem massa.


Como foi produzir o disco de estreia, Age of Despair? Aliás, que capa linda!

Desert Crows: Produzir Age of Despair foi uma experiência sensacional, de aprendizado e evolução. Éramos crus, primeiro álbum produzido na vida de todos os integrantes. Fizemos pré produções com o Lucas Rezende (Aurora Rules) que possui uma bagagem extensa e que foi muito importante para nós. E sim, o Cristiano Suarez mandou bem demais na capa!


Quais as influências que vocês consideram mais fortes no som da Desert Crows?

Desert Crows: Não considero uma banda como influência mais presente, mas uma característica de várias bandas, que são riffs marcantes e bem presentes. Nosso álbum tem uma grande mistura de influências, que não consigo destacar o que mais influenciou.


Por último mas não menos importante: tem planos de fazer um novo álbum, clipe ou turnês pelo Brasil?

Desert Crows: Sim! Temos vários planos. Turnês no ano que vem, um clipe logo mais, e quem sabe, a produção do segundo álbum em breve!


[Informações do evento]

Data: 19 de outubro de 2019

Horário: 18 horas (abertura da casa) - 18h30 (início dos shows)

Local: Ahãdu Eventos

Endereço: Quadra 110 Norte, Alameda 5, 13 - Plano Diretor Norte, Palmas - TO

Classificação etária: 14 anos

Ingressos online: https://www.sympla.com.br/festival-bem-ali-2019__625612 ou nos pontos de venda oficiais, informados no site oficial do evento.

Valores: R$ 30 (lote promocional - apenas online ESGOTADO); R$ 40 (primeiro lote); R$ 45 (segundo lote); R$ 50 (último lote)

Site: https://www.bemali.arvoreseca.com.br/


Deu pra sentir o gostinho do que vem por aí com o som da Desert Crows? Ainda nesta semana exibiremos mais uma entrevista com uma das bandas regionais do line up do Festival Bem Ali 2019. Até lá!

SDTK
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