• Maria Eduarda Ferraz

Faixa a faixa: Signs of reality

Overfuzz em foto de Gabriel Lara.

Novembro iniciou-se, para a Overfuzz, de maneira grandiosa. O power trio goiano lançou, no início do mês, o segundo álbum da carreira, subsequente ao Bastards sons of rock’n’roll, de 2015 - que ficou no 15º lugar, entre os 50 melhores lançamentos daquele ano, em um levantamento feito pelo portal Tenho Mais Discos Que Amigo. O novo trabalho foi chamado de Signs of reality e foi disponibilizado para o público em todas as plataformas de streaming, contendo 11 faixas, lançadas com selo Abraxas Records.



“O Signs of Reality carrega sentimentos mais intensos, que envolvem conceitos e reflexões sobre as nossas passagens por esse plano em que vivemos. São temas do nosso cotidiano, alguns mais palpáveis, outros menos, mas que sempre passeiam pela "tensão irreverente" que conduz o álbum”.



Em tour há duas semanas, a banda já levou as novas canções para cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e segue dando sequência as suas apresentações. Foi em um intervalo, entre um show e outro, que lhes “encomendei” um faixa a faixa do disco, para entender, direto da fonte, como o novo trabalho foi feito. É aqui que o vocalista, Brunno Veiga, e o baterista, Victor Ribeiro, trazem seus apontamentos sobre todo o álbum. Vem ver!




1. Waste Of Time

“É uma das primeiras músicas que fizemos já pensando num possível trampo futuro, antes mesmo de idealizarmos o disco do jeito que ele é hoje. A ideia era ter uma música forte, pra cima, convidativa, com riff e refrão marcantes, que ao mesmo tempo fosse também um pouco chiclete. Não é à toa que adquirimos o costume de abrir os shows com ela. Pareceu também uma boa faixa para abrir o disco”.


2. Time To Die

“Surgiu no final do último ensaio que fizemos, antes do início da produção do disco. A música veio através de uma jam despretensiosa, em que desconstruímos um riff anterior e o transformamos no riff atual. O resto veio quase que automaticamente e a música levou só mais uns 20 minutinhos pra ficar "pronta". A onda dela é ser simples, direta, lúdica e frita”.


3. Still Nothing

“Essa virou o que é hoje depois de várias reformulações. Um rolê meio "Frankenstein camaleônico". Na teoria, temos essa música desde 2010, mas na prática, a única coisa que sobrou da primeira versão é o riff inicial. Essa é a quinta versão que fizemos pra essa música desde que ela foi criada. Dessa vez resolvemos reformular também a letra, tentando passar uma mensagem de força e união para aqueles que se identificam num período de luta e resistência. Vivemos em um mundo que reprime muito as pessoas, que não deixa elas simplesmente existirem e serem quem são. Essa música vem pra fortalecer quem já cansou de levar porrada do mundão e lembrar que todos nós merecemos viver de forma plena, sendo quem nós realmente somos, independente do que os outros pensam de nós. Ninguém solta a mão de ninguém!”.


4. Blazed

“Mais uma das músicas que fizemos especificamente pro disco. Veio de uma reciclagem de alguns riffs antigos que estavam guardados, mas não esquecidos. É uma música forte, intensa e sensitiva, porém temperada com bastante bom humor e despretensão. ‘Quero caféeeee’ (wild drums starts playing). Rockzão duro, ligado no 220”.


5. Signs Of Reality Pt1

“É uma vinheta instrumental gravada por anjos, elfos e duendes, numa floresta encantada, durante uma celebração celestial”.


6. Signs Of Reality Pt2

“Talvez essa música seja o ápice sentimental do conceito que envolve o disco, transmitindo uma carga emocional intensa e contagiante. Ela dá uma certa extasiada no ouvinte, preparando-o para as novas realidades e facetas que vêm pela frente. S.o.R pt.1 e S.o.R. pt.2 juntas são a "virada de chavinha" que mencionamos".


7. Macia

"Just relax. Nessa faixa, cantada pelo Victor, andamos por territórios nunca antes desbravados pela banda. Até por isso estamos muito felizes com a ótima recepção que ela está tendo do público, Nos dá forças para abrir mais nosso leque de sonoridades. É uma música antiga, que foi rearranjada para compor o disco. Contém altos índices de sensualidade, representada por timbres e ritmos cremosos e suaves. Alguns a chamam de "transante". Faça o teste e descubra”.


8. Get Funky

“Groove ácido, molejo que trafega do funk ao punk. A onda era criar linhas de guitarra que caminhassem com liberdade por cima de uma cozinha sólida e groovada. No final das contas ela virou uma salada de estilos e vibes diferentes que, de alguma forma, nos representam muito bem. É também o ápice percussivo do disco: usamos panelas, copos, garrafas, canecas e até uma leiteira na gravação do solo de percussão dessa música. Loucura pouca é bobagem”.


9. The Heat

“Essa faixa, de digestão um pouco mais difícil, veio de uma vibe meio progressiva, na intensão de mesclar melodias suaves e bonitas com harmonias dissonantes e estranhas. Experimentalismo. Aquele "patinho feio" que a gente adora”.


10. Once

“Toda vez que resolvemos entrar numa onda de blues melancólico o coração acaba falando mais alto, não tem como. E dessa combinação de romantismo com tristeza sempre sai umas coisas lindas que nem essa música”.


11. Signs Of Reality Pt3

“A faixa de encerramento desse disco é uma pérola que estava há um bom tempo guardada, sendo usada somente para consumo próprio. Ela tem o poder de curar e restaurar almas machucadas. É um abraço carinhoso e um beijo de boa noite”.



Overfuzz em foto de Gabriel Lara.

  • Preto Ícone Instagram
  • Preto Ícone Spotify
  • Preto Ícone Twitter
  • Preto Ícone Pinterest
  • Preto Ícone Flickr

© Sidetrack Magazine