• Letícia Lucena

Griffin Tucker and the Real Rock Revolution: A nova geração do Rock n' Roll

Muito se fala sobre qual será a banda que vai "salvar o rock", mas a verdade é que o rock nunca precisou ser salvo, pois ele sempre esteve presente. Assim como todos os outros gêneros musicais que conhecemos, o rock passou por várias fases ao longo dos anos, e cada década adotou uma nova roupagem e incorporou novos elementos que os distinguem do que foi feito no passado. Entretanto, clássicos são clássicos por um motivo, e é sempre bom ver artistas jovens se espelhando nestes grandes ícones que foram a base para tudo o que conhecemos hoje, não necessariamente para "salvar" o rock, mas sim para celebrá-lo.


Griffin Tucker and the Real Rock Revolution, formada na cidade de Dallas, no Texas, celebra o rock n' roll da melhor forma: reverenciando os melhores do passado, como Led Zeppelin e Queen, e mirando sempre no futuro, trazendo consigo a proposta de manter a chama do rock sempre acesa. O jovem frontman tem apenas 19 anos de idade, mas já possui um currículo de fazer inveja a qualquer um. Além dos vocais e guitarra, o músico também domina a bateria, piano, baixo, bandolim e ukulele, participou de grandes realities musicais da TV americana como o The Voice e o American Idol, conquistando elogios de figuras ilustres da música, como Katy Perry e Lionel Richie, e agora acompanhado de sua banda, o artista traz "Gypsy Woman", uma excelente faixa de estreia, carregada de referências setentistas, sem economizar em atitude e bons riffs de guitarra, um verdadeiro presente para os amantes dos clássicos.


Em entrevista para a Sidetrack, Tucker conta um pouco mais de sua trajetória como músico e o que o inspirou a compor "Gypsy Woman", confira abaixo!

SDTK: Primeiramente, como a banda se formou?


Griffin: Demorou muito para chegar nessa escalação! Procurei pelas melhores pessoas de quem posso me cercar, e quando se trata da cena de Dallas, esses caras são os melhores! Três anos atrás, um cara que conheci me contou sobre Patrick Smith (guitarrista) e estamos tocando juntos desde então. Ele é um músico incrível. Todas as bandas da cidade ficam sempre maravilhadas com a memória musical de Patrick. Mas eu também precisava do baterista certo, e isso foi muito difícil de encontrar. Então, uma noite, tive muita sorte. Eu estava fazendo um show com algumas outras bandas locais e uma delas tinha um novo baterista. Eu não sabia quem ele era, mas fiquei muito impressionado com sua capacidade de cantar e tocar bateria ao mesmo tempo. Mais tarde, descobri que seu nome era Joshua Sloan, então o encontrei nas redes sociais e perguntei se ele teria tempo para estar na minha banda e ele disse "sim".


Naquela mesma noite, também conheci Cameron Cianelli. Ele estava (e ainda está) em outra banda local e todos eles vieram para ver o show. Eu sabia que quando o conheci ele era um cara ótimo e mais tarde descobri que ele também é um baixista incrível. Então, quando mudamos Patrick para a guitarra base, Cameron foi a escolha óbvia para tocar baixo. A melhor parte? Além de serem extremamente talentosos em seus respectivos instrumentos, eles são ótimas pessoas que se tornaram como uma família para mim.



SDTK: Você teve algumas experiências anteriores com a indústria musical mais mainstream, como The Voice, em uma idade muito jovem. Como essas experiências o ajudaram como artista, e que refletem em seu canto e composição hoje em dia com a banda?


G: Experiências como The Voice e American Idol não me mudaram como pessoa ou músico. Se tivessem, eu provavelmente não estaria perseguindo o sonho do rock & roll. Eu estaria pulando para outras modas musicais passageiras. Entretanto, eu sou grato a esses programas pelas pessoas que conheci. Sejam eles outros competidores ou pessoas que me viram na TV, tenho muita sorte de ter conhecido cada um deles. Esses dois programas também abriram outras portas e me deram um novo nível de legitimidade que eu não tinha antes.


SDTK: É inegável que a pandemia conteve todos de alguma forma no ano passado. Como você adaptou a programação da banda durante esse tempo de isolamento?


G: A pandemia foi um assassino da cena musical. Eu não tive nenhum show nos primeiros meses, o que foi uma grande mudança para mim e para todos na minha banda. Fazer shows é uma grande fonte de receita e eu realmente sinto falta de ver meus fãs!


SDTK: Sabemos que você toca muitos outros instrumentos além da guitarra, como você aprendeu a tocá-los? Essa versatilidade faz com que você alcance mais desafios que você acredita serem importantes para sua carreira como músico?


G: Meu amor pela música e meu apreço por arranjos completos (desde quando eu ouvia música clássica quando criança) me deram um impulso e paixão naturais para aprender todos esses instrumentos diferentes por conta própria. Ter esse conhecimento também me ajudou a ser um líder de banda melhor, pois posso demonstrar na prática como tocar partes específicas de uma música em vez de apenas ouvi-la e tentar decifrá-la por conta própria.

SDTK: Por último, mas não menos importante, queremos saber sobre seu single mais recente, parabéns por isso, a propósito! Quais foram suas principais inspirações e referências para essa nova música?


G: Obrigado! “Gypsy Woman”, é inspirada no meu amor por grooves de rock e storytelling. É sobre ser enfeitiçado por uma mulher mística. Estou muito orgulhoso disso e dos caras, além disso, o vídeo ficou muito bom! Meu amigo Shane Stewart foi o gênio criativo por trás disso. Acho que vocês vão gostar dos dois - pelo menos espero que sim!


Estamos ouvindo!

LEIA TAMBÉM