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  • Letícia Lucena

Imploding the Mirage, novo álbum do The Killers, busca mostrar maturidade mas entrega monotonia

Nem parece tanto tempo assim mas já se passaram três anos desde que o Wonderful Wonderful foi lançado: um excelente álbum, cheio de ousadia, e que rendeu à banda de Las Vegas uma turnê muito bem sucedida, que inclusive passou pelo Brasil, durante o Lollapalooza 2018. Ao se pensar na banda, o que geralmente vem a mente são grandes hits para se cantar a plenos pulmões, clipes bem elaborados, e uma bela estética em volta dos álbuns, no entanto, desde o single avulso "Land of the Free", lançado no ano passado, dava para notar que estaríamos prestes a ver um The Killers mais experimental do que jamais vimos antes.


Com a impossibilidade de shows e uma divulgação fraquíssima, não há como negar que esta nova era já chegou meio morna. O lead single “Caution” , lançado no começo deste ano, não chegou a causar muito barulho, e os que vieram a seguir muito menos, o que causou um certo estranhamento, se tratando de uma banda tão influente e aclamada pelo público.


Imploding The Mirage definitivamente não vai chegar ao topo das paradas ou se tornar um favorito dos fãs, mas não significa que não tenha seu valor. É um álbum sólido (mesmo que lhe falte um pouco de personalidade própria) dentro de sua proposta, que possivelmente seria mostrar um lado mais “maduro” do The Killers, o que já havia sido mostrado em Wonderful Wonderful se compararmos com o disco anterior, Battle Born, de 2012. Os instrumentos buscam um tom quase que épico, lembrando bastante o álbum Lost in a Dream de 2014, da banda The War on Drugs, principalmente por conta dos sintetizadores, um dos elementos que mais se destacam neste novo projeto.



A questão é: contrário ao que já ouvimos em álbuns anteriores, nenhuma das músicas em Imploding The Mirage realmente se destaca, e a posição que a banda se encontra atualmente, conquistada através de anos em atividade e sempre entregando canções com potencial para se tornarem clássicos modernos, não permite esse tipo de tiro no escuro. “My Own Soul’s Warning” é uma ótima música de abertura, ajuda a definir o ritmo do álbum nos mostrando o que esperar do resto, e nos faz querer continuar ouvindo, mesmo que sem a mesma empolgação de sempre. Se havia uma música que poderia “salvar” o álbum do esquecimento, essa seria "My God", parceria da banda com a cantora Weyes Blood, mas infelizmente tem seu potencial desperdiçado.


No geral, é uma boa experiência de álbum se o ouvirmos por completo e de cabeça vazia, no entanto, não traz nada de novo e impactante para a discografia do The Killers.


Nota: 6/10


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