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  • Bárbara Bigas

LIVE REVIEW: Pentagon World Tour: ‘PRISM', @ Tropical Butantã, São Paulo


Foto: Leonardo Henrique

Uma das melhores sensações do mundo sem dúvidas é compartilhar energia: aquele tipo de energia que é acolhedora e positiva, que aquece as nossas almas e não deixa o espírito se desligar do momento. Nós a compartilhamos o tempo todo, seja através da diversão, da contemplação, em boas conversas ou na troca de experiências.


Como sempre exaltamos profundamente aqui na Sidetrack Magazine, a música é responsável por reger universos, sejam eles coletivos ou individuais. Ela nos permite encontrar nossas melhores versões, e sem dúvidas, com ela temos as maiores oportunidades de nos aproximarmos em função dessa energia, independendo de quem somos ou se nos conhecemos: o papel dela é formar e fortalecer vínculos que despertam de imediato ou a longo prazo a realização e a alegria.


Imagino que cada um tenha uma história fantástica para contar envolvendo a musicalidade e seu poder infinito, e hoje contaremos uma que pode parecer perfeita e boa demais para ser verdade, mas ela aconteceu, se concretizando em forma de um show vibrante, conduzido por 8 talentosos meninos no dia 15 de setembro de 2019.


Foto divulgada nas redes sociais do grupo @CUBE_PTG

Estamos falando do grupo sul-coreano PENTAGON. Costumo dizer que este grupo possui uma das personalidades mais autênticas do k-pop: eles buscam e exploram conceitos, gêneros musicais e cores de cabelo de maneira inconfundível. E o que aconteceu foi que, ao assistir ao show, percebemos que tudo isso o Pentagon já mostra com naturalidade, mas que ao estar perto deles a sensação vai muito além disso, motivo pelo qual os sorrisos nos rostos e o deslumbramento não sumiram por um segundo sequer. Continue lendo para saber como foi!


O grupo, em dado momento da noite, nos explicou o porquê da turnê se chamar “Prism”. Eles nos disseram que o prisma significava a intenção de mostrar novas cores e performances aos universes (Fãs de Pentagon). Uma das mensagens mais marcantes veio acompanhada daquela motivação que nós adoramos sentir junto dos nossos artistas favoritos: “Spread your light, spread your color”, sendo Jinho o dono da sedutora voz que narra essa frase e, ao vivo, pudemos ouvi-la com exclusividade.


Foto: Bárbara Bigas

Uma das coisas mais especiais e fortes foi presenciar a personalidade amável do grupo, tanto em suas performances quanto na conexão estabelecida com os fãs, essa que se deu do começo ao fim: eles envolveram todos os presentes com profundos olhares e mensagens de carinho, exatamente como o desejo do integrante Kino, que era de “mostrar performances de amor aos universes de São Paulo”; os constantes “Brazil, are you ready?” falados sempre antes de uma nova música não deixavam a expectativa e a animação diminuírem. Além disso, perguntavam de tempos em tempos se todos estavam bem, não deixaram de dar atenção a todos os cantos e setores do local, além das tentativas (muito fofas) de falar português e um ment interativo em forma de jogo, onde cada membro tinha seu avatar e os comandos funcionavam conforme a plateia gritava “Hey!” e “Ho!”. Não faltou criatividade, motivos para dar boas risadas e morrer de amores por eles. Tudo isso mais as músicas Humph, Shine, Naughty Boy, Thumbs Up e Skateboard, representaram os momentos mais divertidos e prazerosos do show.


Os pontos culminantes do show foram muitos, mas com toda certeza os covers de Havana (Camila Cabello) e Uptown Funk (Mark Ronson feat. Bruno Mars) foram verdadeiros presentes que as duas units do grupo nos trouxeram: apresentada por Kino, Jinho, Hongseok e Yeo One, Havana foi o momento da vocal line de mostrar sua versatilidade e uma identidade sensual e refinada; os 4 vocais criaram a atmosfera perfeita com suas poderosas vozes, seus corpos libertos e luzes vermelhas circundando o palco. O integrante Yeo One mostrou com muito vigor a sua dualidade, causando surpresa nos fãs, que são facilmente enganados com seu rostinho adorável e meigo.

Em Uptown Funk, foi a vez dos integrantes Hui, Shinwon, Yuto e Wooseok serem responsáveis por uma onda de gritos e curtição: o hit escolhido entrou para a lista das músicas mais despojadas do show, se complementando com visuais alternativos e veranis e com um entusiasmo contagiante que tomou conta de tudo e de todos.


Foto: Bárbara Bigas

Durante as músicas mais suaves, como When it Rains at Night e Beautiful, os integrantes cantavam e performavam não só usando suas vozes e habilidades inegáveis, mas também o brilho em seus olhares que revelou a intensa paixão que têm por este trabalho e pelos seus fãs, que se potencializa em momentos como esse. Ficou nítido o quanto eles esperaram por aquilo e o quanto desejavam estar ali: para eles (e consequentemente, para nós) nada mais importava.


Outras marcas muito expressivas foram deixadas por músicas como Spring Snow, que possui uma melodia de rock e letra profundamente romântica, e assim, a sentimos como uma verdadeira declaração de amor: enquanto cantavam parte do refrão cuja letra diz “I love you”, mandavam corações e cumprimentos à plateia. Fantasystic foi um convite a uma viagem fantástica através da música; Lost Paradise incorporou de maneira integrada a voz potente de Hui com o sutil estilo de Kino e o rap intenso e compacto de Yuto e Wooseok. Can You Feel It teve um dos refrãos cantados com mais ímpeto: a frase “Gami oji ha” (Em português: “você pode sentir isso? ”) seguida da batida dançante e única e uma coreografia forte, feita com vontade e decisão, causou arrepios imediatos. Ainda nessa música houve espaço para uma demonstração afetuosa: nunca nos esqueceremos do coração gigante de Yuto no auge da performance.


Foto: Leonardo Henrique

As roupas foram o ponto chave para entender a proposta do show, adaptando-se a nossa cultura e ao calor. Diferente do que os meninos nos apresentam em seus MVs, com visuais mais elaborados e experimentais, eles apostaram em construções que se aproximava mais do público jovem, como se eles se sentissem em casa. No início do show, em suas primeiras performances, vimos looks em alfaiataria com apostas no preto e branco, que trouxeram elegância e sensualidade ao grupo. Ao longo do show eles trocaram as vestimentas algumas vezes para conversar com as músicas, com combinações mais despojadas acompanhadas de sneakers de grifes famosas como o Hui usando Comme des Garçons; calças jeans, t-shirts e camisas mais folgadas e arejadas, mas sem deixarem a marca de diversão de lado, como se eles soubessem que nos aproximamos da primavera no Brasil. Depois das famosas músicas Naughty Boy e Shine, o palco fica silencioso e escuro, parecendo uma despedida do grupo, mas então eles voltam para cantar as suas duas últimas músicas (Thumbs Up e Spetacular) em vestimentas all black.


Com todo esse empenho em fazer cada universe presente no show sentir-se especial, ficou claro que não foram apenas os fãs que curtiram passar um tempo com o grupo. Os membros manifestaram de maneira sincera o que tinham achado do Brasil e em poucos minutos amoleceram nossos corações: a vontade era de abraçar cada um deles para que sentissem ainda mais de perto a emoção e satisfação de estarmos lá e para que soubessem que, se possível fosse, faríamos tudo de novo e ainda melhor.


Kino elogiou os gritos e a energia do Brasil, além dizer que a cidade de São Paulo era linda, finalizando seus elogios com um animado “Aqui é muito louco!” e um “Eu te amo, vocês são lindos demais”, falado em português. Hui agradeceu por curtirmos calorosamente com eles, Yuto e Wooseok mostraram o quanto tinha sido divertido, Jinho e Yeo One resumiram o momento como o melhor da vida deles (acreditem: foi o nosso melhor momento também) e Hongseok nos prometeu que voltaria.


Na conta oficial do Pentagon no Twitter, Kino chegou a deixar uma pequena dedicatória aos universes brasileiros:


Tweet oficial da conta @CUBE_PTG

Não foi à toa que recebemos tantas palavras de carinho e amor do Pentagon. Seu esforço em darem o melhor de si e tornarem a primeira passagem pelo Brasil inesquecível foi o que proporcionou uma satisfação tão grande em nossas almas e corações e o retorno não poderia ser melhor. Nós sentimos que valeria a pena e que teríamos muito a realizar com o otimismo e determinação que eles nos transmitiram. Por isso, foi uma imensa honra fazer parte desta memória. O Brasil espera vocês de braços abertos para serem, sempre que quiserem, o nosso porto seguro.


Para conferir a nossa cobertura pelo Instagram, clique aqui.


*Texto com a colaboração de Leonardo Henrique.


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