• Heloísa Cipriano

LIVE REVIEW: 'PMW Rock Festival 2022' @Centro de Convenções Arnaud Rodrigues, Palmas


Voltamos à nossa programação de shows! Neste último fim de semana, aconteceu em Palmas (TO) a 16ª edição do PMW Rock Festival, um evento tradicional que acontece na Capital do coração do Brasil e que divulga tanto o trabalho de artistas tocantinenses quanto de artistas de outros Estados reconhecidos em todo o país.


A Sidetrack Magazine teve acesso aos camarins e ao local da imprensa para divulgação do evento - e aqui agradecemos à organização do PMW Rock Festival na pessoa de um dos idealizadores, Gustavo Andrade, que nos deu passe livre para acompanhar os shows de pertinho. Foram três dias de evento, sendo que acompanhamos dois deles; neste post você confere nossas impressões e entrevistas!


O PMW Rock Festival


O festival é idealizado por André Henrique Santiago e Gustavo Andrade. Neste ano, completou sua 16ª edição, e seu principal objetivo é oferecer arte na forma de música ao público palmense.


Nos últimos anos, já passaram pelos palcos do evento artistas e bandas como Pato Fu, Humberto Gessinger, Sepultura, Nação Zumbi, Cidade Negra, Gabriel O Pensador, Detonautas e Duda Beat. Inclusive, a Sidetrack esteve presente na edição de 2019, que você pode conferir aqui. A edição deste ano também foi realizada no Centro de Convenções Arnaud Rodrigues, com apoio da Prefeitura de Palmas por meio da Agtur.


Neste ano, de acordo com a organização, um público de mais de 3 mil pessoas participou do evento durante os três dias de shows. O line up deste ano foi mais voltado ao gênero reggae e ofereceu mais visibilidade a atrações regionalmente tocantinenses.


Sexta-feira (15)


O primeiro dia foi marcado por bandas com intensa carga teatral, como Imaginário Mundo e Cordel do Fogo Encantado. O público também conferiu os trabalhos de Omanuband, Kanichi, Pregador Luo e Bonovo.


Omanuband

Omanuband foi quem abriu a noite de shows. Ainda com um movimento tímido no local, o artista se intitula como “Lobo Solitário do Cerrado” e contém três anos de projeto no estilo One Man Band - quando um músico interpreta vários instrumentos musicais simultaneamente. Ele mostrou sua versatilidade e suas composições próprias durante os 30 minutos de show.



Como o artista nos contou, seu som é experimental com uma pegada de rock e reggae combinando dois instrumentos musicais. Portanto, o que mais destaca o trabalho de Omanuband é seu talento em tocar de uma só vez a bateria, com os pés; e o ukulele, com as mãos. Suas canções podem ser encontradas no YouTube. Quem gosta de repertórios de artistas do cenário One Man Band e com todo o regionalismo do cerrado com certeza vai seguir o trabalho autoral de Omanuband. Perguntamos por quê “Lobo Solitário do Cerrado” e ouça só o que ele respondeu por mensagens pra gente:



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Kanichi

Do Tocantins, a Kanichi é uma banda que já inclusive cobrimos em outros eventos em Palmas, um deles na época da seletiva para o Festival Bem Ali, em 2019. O som é intitulado como rock alternativo. Assim como demonstrado em seus shows e composições, no Festival eles utilizaram muitos sintetizadores e foi uma apresentação bastante instrumental, união de bateria e guitarra. Por vezes, o som do instrumental é mais alto e escutamos numa sintonia mais baixa os vocais de Felipe. Quem gosta de rock alternativo com uma pegada eletrônica pode apostar em Kanichi, do Norte do Brasil.


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Pregador Luo
Foto: Letícia Lucena

Pregador Luo foi nosso primeiro entrevistado no camarim. Descontraído e o que podemos intitular como “gente boa”, Luciano Sousa, conhecido como Pregador Luo, é de São Paulo, tem 45 anos e escreve desde 1988, começando sua carreira na década de 1990. Ele já compôs com grandes artistas do cenário nacional, como Emicida e nosso eternamente amado Chorão.


Rap, black music, soul, funk… Pregador Luo nos contou que todo o som que vem de raiz afro-brasileira ele toca. Dos shows da noite, foi um dos mais lotados (você pode conferir no nosso Reels no perfil do Instagram). Em um dos momentos, Pregador Luo fez uma homenagem ao amigo Chorão, cantando a música Nada é Impossível, sua parceria escrita com o vocalista da banda Charlie Brown Jr.


O artista é bastante conhecido também entre os jovens cristãos, já que o rapper é conhecido como um dos pioneiros no cenário do hip hop cristão brasileiro. Assista nossa entrevista completa com ele no camarim.



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Imaginário Mundo
Foto: Letícia Lucena

A banda Imaginário Mundo é incrivelmente artística. Parece que a cada show estamos assistindo uma peça teatral musical. Também do Tocantins, estão há 5 anos no cenário musical de bares e teatros da Capital e é formada por diversos integrantes que se complementam entre si: vocal, guitarra, baixo, bateria, teclado e apresentação das canções em Libras. Acessibilidade em todos os ritmos brasileiros e folclóricos: é essa a principal missão do Imaginário Mundo.


Foto: Letícia Lucena

Conversamos no camarim com o tecladista da banda, Luan Crispim, enquanto rolava o show da banda Cordel do Fogo Encantado. Confira!


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Bonovo
Foto: Letícia Lucena

Eles se intitulam como “psicodelia progressiva na batida da catira do Tocantins”. A cultura do Estado é valorizada retratando a cultura regional e primitiva, a raiz verdadeira tocantinense. Sons de batuque do tambor e flauta de bambu são características marcantes apresentadas pelo vocalista, Mamede Karin. Segundo ele, os ritmos regionais e quilombolas são valorizados pela banda. Apesar dessas características, no dia do show a Bonovo apostou em muito rock e bateria. Escutem “Inseto”, altamente crítica e muito verdadeira. Eles sabem entregar!




Foto: Letícia Lucena
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Cordel do Fogo Encantado
Foto: Letícia Lucena

Só olhar as fotos que Letícia fez para se encantar e observar logo de cara como esse grupo é GRANDIOSO. Cordel do Fogo Encantado tem anos de carreira. De Pernambuco, nasceu do teatro, quando em 1997 encenavam poesia e a música ocupava espaço também entre o que era dito. Ao longo do show, que teve tempo livre para a banda, o vocalista, José Paes de Lira demonstrou todo o seu amor ao Tocantins.


Foto: Letícia Lucena

A cada momento dizia, presente com seu sotaque pernambucano, “Tocantinsss…” de uma forma que dava para perceber a singela felicidade em estar mais uma vez no coração do Brasil. Essa sem dúvida foi a banda que fechou a noite da forma mais linda possível: a arte em todos os seus gêneros musicais é vida, é renascimento. Escutar o Cordel do Fogo Encantado é escutar arte.


Foto: Letícia Lucena
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Sábado (16)


O segundo dia de evento contou com várias atrações, de diferentes sons: coco, punk rock, bossa progressiva e reggae. Estiveram presentes Mundo Livre S/A, Devotos, Casaca, Magoo e o Bando Urtiga, Parasite Ego e Soprü. A Sidetrack acompanhou a apresentação de Casaca e Soprü neste dia.


Casaca
Foto: Letícia Lucena

De balneário da Vila Velha, no Espírito Santo, a banda Casaca tem história: é deles a canção que despertou o robô da Nasa Spirit em Marte, em 2004. Um dos engenheiros que estavam nessa missão era do Espírito Santo e fã da banda. De Marte para Palmas, a banda Casaca demonstrou muita energia. Essa é a palavra pra definir o show desse grupo que conta com uma mistura de ritmos, desde o reggae até o congo, gênero musical típico da capixaba litorânea. Teve muito tambor, muito chocalho e muito apito pra animar a noite em Palmas.


Logo depois que terminou o show, conversamos com duas pessoas do público que curtiram muito o som do Casaca. Confere aí!



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Soprü
Foto: Letícia Lucena

Se brincar, poderíamos até ser assessoras da Soprü porque sempre mencionamos essa banda querida para nós por aqui e é muito difícil falar algo que não seja de positivo da bossa progressiva desse grupo. A novidade que podemos colocar aqui é: o público está crescendo. Sem dúvidas, durante os dois dias de show que acompanhamos, das bandas tocantinenses foi a que mais lotou o Centro de Convenções. Isso é prova de que são bons no que fazem. Ficamos felizes em saber que estão caminhando, de pouco em pouco, e conquistando mais corações e ouvidos. Nós que estamos do lado de cá, da divulgação e apuração, sabemos que não é fácil ser artista no Brasil. A arte é tratada como um tópico sem valor. Mas isso está mudando, porque tem gente que está aqui pra apoiar. E sem dúvidas, a Sidetrack sempre será uma rede de apoio para artistas como a Soprü, que tem talento e querem crescer! Conversamos com eles no camarim, aí vai.



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No domingo (17), teve apresentação de Maskavo, Indxxr, Abel Capella, Boca de Cantora & os Piaba, Bardozz e Trupe Açu. A Sidetrack não acompanhou o último dia de shows, mas conhece todos os artistas que se apresentaram.


Em lista, identificamos cada uma delas e você que está lendo este post escolhe o que quiser escutar de acordo com seu gosto musical:


  • Maskavo tem uma pegada surfista; ideal para escutar em viagens rumo à natureza, um clima bucólico bem era Folklore de Taylor Swift. Você deve gostar de reggae, pop rock e ska, gênero musical originário da Jamaica. Maskavo é pura trilha sonora de novelas da Globo anos 2000.

  • Indxxr é pra quem gosta de pular escutando um trap bem característico do Norte do Brasil. Uma das bandas com maior tempo no cenário musical do Tocantins, desde que a Sidetrack cobre eventos em Palmas ela sempre está lá na lista. Representam muito bem o rap, o trap, o melhor da música urbana noturna tocantinense.

  • Gosta de um Frejat e afins? Abel Capella é o cara do Tocantins que tem todo o talento para ser reconhecido em todo o mundo. Com uma pegada romântica, as canções são voltadas ao gênero pop rock. Até o momento, ele contém singles e pretende lançar o primeiro álbum em dezembro deste ano. Estamos de olho no talento de Abel!

  • Boca de Cantora & os Piaba é resumido em: aconchego num cenário caótico. A maior parte das canções são bem recheadas de ritmos, com guitarra ao fundo num som manguebeat. Ah, e o que mais nos fascina é claro: a voz da Vera!

  • Bardozz é aquele rock sad boys estilo O Terno. Cuidado: você vai se apaixonar pelo jeitinho romântico do som dessa banda tocantinense e com músicas totalmente autorais. Boa pra escutar em momentos que você está fazendo aquele trabalho acadêmico mais técnico, que não precisa pensar tanto pra fazer; pintando unhas ou bebendo uma cerveja e conversando com os amigos. Já fiz pelo menos dois desses tópicos escutando Bardozz e vale a pena.

  • Trupe Açu é uma companhia de circo do distrito de Taquaruçu, localizado em Palmas e conhecido pelas suas belas cachoeiras. É composto por mulheres palhaças extremamente maravilhosas! Fechou a noite de domingo para as crianças, grupo também fiel no evento aberto a todos os públicos.


A equipe Sidetrack Magazine amou acompanhar mais um evento em Palmas (TO) e espera pelas próximas edições do PMW Rock Festival! Até a próxima.

Estamos ouvindo!

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