• Maria Eduarda Ferraz

O dilema livro impresso x Kindle + algumas diquinhas de leitura

Atualizado: 10 de Set de 2019


Minha opinião sempre foi muito clara quanto a leitura: eu não gosto de passar meu tempo lendo pdf em computador e muito menos em tela de celular. Gosto de possuir o livro, sentir seu cheiro, ter centenas de mundos na minha própria estante. Foi talvez por isso que levei um certo tempo para aceitar o Kindle.


Primeiramente, fui cheia de preconceitos. Eu não conhecia e não queria conhecer. Achei que seria a mesma coisa que os dispositivos anteriores e não queria perder meu tempo. Uma colega de trabalho da época falava muito sobre ele e como, após a compra, seu número de leituras aumentou, e eu repetia o de sempre: gosto de ter o livro.


Um dia esta mesma colega me mostrou o aparelho dela e explicou um pouco sobre suas funcionalidades. Um tempinho depois ouvi mais comentários positivos de outra pessoa muito querida e assim fui me rendendo e dando uma chance de conhecer o aparelho minúsculo melhor. Entendi que as luzes eram diferentes das do meu notebook ou do meu celular, que eu não teria problemas em ler no escuro, e conheci o benefício das amostras grátis, para saber se realmente quero ter aquele e-book antes de comprá-lo, entre outras coisinhas.


Ainda assim, demorei mais uns meses até resolver comprar o meu próprio Kindle, e isso só aconteceu por necessidade e praticidade. Ainda prefiro a coisa do livro, livro mesmo, e continuo comprando aqueles que realmente gostaria de ter impressos comigo, mas depois que iniciei no mestrado e percebi a quantidade de apostilas e livros que precisaria ter comigo a cada semana, foi como uma luva e seu caimento perfeito: se eu tivesse o dispositivo eu poderia levar e ter comigo tudo isso de uma só vez, sem peso, sem correr o risco de trazer um texto e deixar outro em casa, tudo pronto para consulta, bem ali na minha bolsa. Sem contar que esse benefício se estende para outras situações como, por exemplo, levar em uma viagem uns dez livros com você, de uma só vez. Foi assim que comecei a minha vida com os dois tipos de leitura.


Um outro ponto positivo que encontrei foi a poupança de espaço lá em casa, pois estava ficando sem ter onde colocar tantas publicações. Comprando somente aqueles que realmente quero ter fisicamente, isso acaba me dando uma ajuda neste quesito. No entanto, eu confesso, ainda uso o Kindle muito mais para fins acadêmicos que para minhas outras leituras, e não acho que ele supera o prazer de se ter aquele livro que você ama consigo, mas foi meio que uma necessidade, que acabou calhando em uma certa admiração pela facilidade e benefícios do produto. Então acho que, se for possível, usufruir do prazer de ler nos dois modos não é nada mal!


Agora mudando de rumo, não acho que minha opinião seja muito especial ao ponto de dizer o que alguém deve ler ou não, mas também não vejo nenhum problema em contar quais foram minhas últimas leituras, o que ainda está em andamento e, quem sabe, ajudar você, que não tem ideia sobre qual livro escolher para passar algumas horinhas nas férias.

Foi assim, então, que trouxe aqui os 4 livros mais recentes aos olhos e mente desta que vos fala. Espero que sejam dicas úteis!


1) Pearl Jam Twenty (Cameron Crowe)


Já tenho esse faz algum tempo, mas é o tipo do livro que vou lendo com calma, degustando aos pouquinhos. Como o próprio nome já diz ele fala sobre a banda norte-americana Pearl Jam, desde o seu início, nos anos 90, em Seattle. São muitas imagens de arquivo, produzidas ao longo dos anos, uma linha do tempo bem bacana, além de um monte de entrevistas.


Alguns dos colaboradores do trabalho, fora a própria banda, são Ben Bridwell, do Band of Horses; Julian Casablancas, do Strokes; Dave Grohl, do Foo Fighters, Pete Townshend, do The Who, entre outros nomes. Para quem curte a banda e também o movimento grunge em si, vale muito a pena!


Editora: Best Seller

Páginas: 384

Ano de publicação: 2015


2) As Mulheres Devem Chorar... Ou Se Unir Contra A Guerra: Patriarcado e Militarismo (Virginia Woolf)


O livro, organizado por Tomaz Tadeu, reúne uma série de textos, publicados ao longo dos anos pela ensaísta inglesa Virginia Woolf. O conteúdo é voltado para uma temática mais feminista e, apesar de ter sido escrito no século XX, traz discussões bastante atuais.


Editora: Autêntica

Páginas: 156

Ano de publicação: 2019


3) O Livro do Amor – Vol. 1 (Regina Navarro Lins)


Escrito pela psicanalista Regina Navarro Lins, aqui o leitor vai encontrar muitas informações sobre o amor, o sexo e os relacionamentos em cada período da história. No volume 1, os capítulos vão da pré-história a renascença, então você passará também por épocas como a Roma Antiga e a Idade Média. Muitas informações curiosas! Este eu li no Kindle.

Editora: Best Seller

Páginas: 364

Ano de publicação: 2012 (quarta edição)


4) Emma (Jane Austen)


Acho que a Jane vai dispensar comentários, pois creio que muitos de vocês vão ter lido várias obras dela, como Orgulho e Preconceito, Persuasão, Razão e Sensibilidade, entre outras. Mas coloco Emma nesta lista, porque vai ser o próximo livro que lerei.

Ele foi publicado pela primeira vez em 1815 e conta a história da personagem que dá nome ao livro, que acredita não precisar se envolver amorosamente com ninguém, apesar de gostar bastante de tratar dos assuntos amorosos dos outros. A edição que ganhei de presente é a coisa mais linda!


Editora: Martin Claret

Páginas: 531

Ano de publicação: 2018

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