• Sidetrack

OS MELHORES ÁLBUNS DE 2019

Para fechar a década com chave de ouro, 2019 trouxe para a música muitos novos talentos, e com eles vieram novas músicas para nos cativar! Confira abaixo os escolhidos da Sidetrack como Melhores Álbuns do último ano da década de 2010.


Amo, de Bring Me The Horizon

Amado por muitos, odiamos por outros. A recepção sexto álbum do Bring Me The Horizon, amo, dividiu opiniões entre os fãs, mas isso não abalou Sykes e seus companheiros. Muito pelo contrário, causar esse estranhamento fazia parte do plano deles. Amo é revolucionário, trouxe uma roupagem diferente para sonoridade, flertando com o EDM e beatbox em musicas como Why You Gotta Kick Me When I’m Down e Heavy Metal. Foi romântica em Mother Tonge e Medicine. Voltou as raízes em MANTRA e Wonderful Life e militou em Sugar Honey Ice & Tea. Eles querem alcançar novos horizontes, encontrar faces diferenciadas para entrar em contato com todos os públicos e o amo já foi um belo começo para essa jornada. Aqui é conceito e coesão, os fãs xiitas que lutem muito.


Best Tracks: Heavy Metal e Sugar, Honey, Ice & Tea


Rito de Passá, de MC Tha

Abram caminhos para MC Tha. Facilmente considerada a melhor revelação da música nacional de 2019, MC Tha lançou Rito de Passá, seu tão aguardado álbum de estreia. No disco, ela cria um espaço totalmente único e autêntico, embalado pelas referências rítmicas e religiosas da cantora. Misturando funk, pop e tambores da Umbanda, ela entrega um pedaço de si a cada música, seja ao celebrar sua crença ou a relatar seus momentos mais íntimos e sentimentos melancólicos. Tudo isso, em uma impecável série de 10 faixas, no qual não há uma música que dê vontade de pular.


Best Tracks: Coração Vagabundo e Despedida



Father of the Bride, de Vampire Weekend

Na visão especialista de publicações e revistas de crítica musical, como Billboard e Pitchfork, a banda de indie rock Vampire Weekend fez um excelente trabalho no álbum Father of the Bride e está no ranking dos 50 melhores álbuns de 2019. O som se mostra mais maduro, assim como as letras das canções, e é o tipo de álbum pra quem deseja escutar músicas sem tantos arranjos, com uma pegada meio "de volta para minha terra". Ao terminar o álbum, você pode se sentir mais leve (recomendo pra quem quer relaxar e dar um tempo dos problemas diários!). Bônus: tem três faixas com Danielle Haim (simplesmente... amo?)


Best Tracks: This Life e We Belong Together



Want, de Taemin

Integrante de um dos grupos de K-Pop mais influentes da Coreia, o SHINee, Taemin possui um vocal mais do que técnico: ele é também poderoso e tocante. Desde seu debut solo em 2014, ele surpreendeu a todos com a sensualidade e a suavidade de suas músicas, que combinavam esses elementos de uma forma muito inovadora na batida, na dança e também nas linhas vocais. Em seu segundo mini álbum coreano, entitulado Want, onde a faixa principal leva o mesmo nome, comprovamos que os toques leves e deleitosos são a marca registrada de Taemin, mas isso não significa a falta de presença. Esse álbum, como um todo, causa no ouvinte uma sensação de satisfação e prazer, que contrasta positivamente com o ar misterioso no qual o cantor investiu neste trabalho.


Best Tracks: Want e Artistic Groove



Fine Line, de Harry Styles

2019 veio com o aguardado segundo álbum de Harry Styles, intitulado Fine Line. Se o primeiro disco trouxe Harry como o rockstar que o One Direction escondia, o Fine Line consolidou a alcunha ao mesmo tempo em que mostrou um Harry mais livre e confortável consigo mesmo, mais experimental e mais aberto para se mostrar ao público e rasgar suas emoções. Destaques para She, uma composição que lembra o rock progressivo de Pink Floyd com pitadas de blues; Adore You, Cherry, com adição de vocais da ex namorada do cantor, e Lights Up, que é um grito de liberdade.


Best Tracks: She e Adore You



Pony, de Orville Peck

2019 foi o ano em que Pony, primeiro álbum de Orville Peck, chegou às lojas e plataformas digitais, e foi considerado um dos melhores álbuns queer do ano pela revista Gay Times. Com 12 faixas, o country do músico canadense, que está sempre coberto por uma máscara repleta de longas franjas, traz melodias com um ar todo melancólico, bem lonely boy, que encaixa perfeitamente com a voz grave do cowboy, cantando sobre romances e desilusões.


Best Tracks: Dead Of Night e Kansas


Jaguatirica Print, de Luísa e os Alquimistas

A figura felina da jaguatirica estampa a coleção selvagem e colorida criada por Luísa Nascim e seus parceiros de banda, os Alquimistas. Lançado em setembro, o terceiro álbum de estúdio do grupo é composto por vários fragmentos que transmitem uma figura astuta e voraz. Perspicaz, Luísa usa das suas composições para fazer reflexões precisas, e até alguma sátiras, sobre resistência feminina e impacto das redes sociais. O disco também abre espaço para partes sentimentais e escapistas, no qual ela se abre para a envolvência do romantismo ou se mostra pronta para as pistas. São ritmos tradicionais nordestinos apresentados de forma contemporânea, ganhando novas camadas de música eletrônica e referências internacionais.


Best Tracks: Tous Les Jours e Jaguatirica Print



The Lost Songs, de McFly

2019 foi o ano dos comebacks, e ainda bem que o McFly não perdeu o timing! As The Lost Songs podem até não estar juntinhas em um album propriamente dito, mas sem dúvida foram um dos lançamentos mais marcantes desse ano. As 13 músicas foram lançadas de surpresa pela banda, e fazem parte do tão aguardado álbum 6, que nunca chegou a ser lançado. Aos que ficaram órfãos da banda (como eu) por quase 10 anos, as músicas guardadas até setembro deste ano trazem não só um ar de nostalgia, mas um atestado de que o McFly continua o mesmo e sempre aqui, apesar de tudo. Vale a pena escutar e se apaixonar de novo pela banda! E que venham os shows em 2020!


Best Tracks: Those Were the Days e We Were Only Kids



A Different Kind Of Human – Step 2, de AURORA

AURORA é uma das artistas mais autênticas da atualidade. Como pessoa e como artista, ela possui uma sensibilidade notória em relação ao mundo e especialmente a natureza interior de cada um de nós. E este álbum, complemento do disco lançado ano passado, Infections of a Different Kind – Step 1, revela com profundidade aspectos da identidade humana, questionando-se sobre os nossos conflitos emocionais, desvendando como devemos lidar com nossos sentimentos, revelando nossa essência e tendo como mensagem principal o quanto nossas existências são significativas, nos motivando assim, a vivermos sempre nossa melhor versão.


Best Tracks: Mothership e Hunger



Nothing Happens, de Wallows

O debut da banda californiana já era esperado por sua base de fãs que já soma membros em diversos países. Nothing Happens chega como uma agradável surpresa de 2019: um álbum extremamente sensível e que leva a reflexões de grande relevância, principalmente ao jovens que estão iniciando sua inserção na vida adulta. O material traz dilemas, conflitos, dúvidas, respostas e conforto ao ouvinte. Após diversos singles e um EP bem sucedidos, Nothing Happens eleva o nível de excelência do Wallows, mostrando que mentes jovens são capazes de grandes feitos.


Best Tracks: Ice Cold Pool e I'm Full



The Balance, de Catfish and the Bottlemen

O aguardado terceiro álbum do quarteto britânico chegou em 2019 após um intervalo de três anos desde o último lançamento, e valeu a pena toda a espera. Visivelmente mais maduro através de suas letras, Van McCann (vocais) se mostra mais altruísta e canta sobre amor fraternal, como podemos perceber em faixas como Conversation e 2all. Obviamente (e ainda bem!) que isso não significa o fim das aventuras românticas sempre presentes nas letras do Catfish and the Bottlemen: Longshot, Basically e Coincide se destacam entre elas. Respeitando a proposta que a banda carrega por seus dez anos de estrada, The Balance não busca trazer grandes hits que passarão semanas nos charts e nas rádios, mas apresenta canções que foram feitas para serem tocadas ao vivo, com instrumentos (que se mostram ainda mais explosivos), e audiência em sintonia.


Best Tracks: Sidetrack (🤭) e Overlap



The Book of Us: Gravity, de Day6

A ousadia que o Day6 viveu e criou em suas músicas em 2019 não foi pouca, e o álbum The Book of Us: Gravity foi aquele álbum certeiro, com todos os acordes, notas e vocais que o nosso coração precisava para se sentir mais cheio e vivo. Sobre ele, tem review completa aqui na Sidetrack Magazine!


Best Tracks: Time of Our Life e Wanna Go Back



APKÁ!, de Céu

Uma palavra sem significado no dicionário, mas que simboliza sentimentos internalizados que com uma simples expressão são despejados para o mundo. Cheia de contrastes, Céu define um universo particular, que libera ao mundo suas emoções e angústias. Sutil e metafórica, ela descreve o anseio em ser a trilha de alguém, as relações pessoais e sociais com o feminino e um pouco sobre a maternidade. Saindo desse espectro pessoal, a cantora também reflete a relação com a tecnologia e critica o cenário político-social. Imersa em toques eletrônicos, Céu constitui uma atmosfera radiofônica retrô, em que os sintetizadores oitentistas, aplicados de forma minimalista, aos poucos aquecem essa experiência sonora. Múltipla, a voz sensual e leve mistura, em doses homeopáticas, as referências que constituem essa artista, que vai de synthpop, trip-hop e um pouco de psicodelia à MPB e samba.


Best Tracks: Coreto e Ocitocina (Charged)


Norman F***ing Rockwell!, de Lana del Rey

Indicada ao Grammy de álbum do ano em 2020, Lana acerta novamente com Norman F***ing Rockwell!, um retrato do tão famoso sonho americano. O álbum recorda a sonoridade dos primeiros trabalhos da diva indie, com vocais sensuais e influência no rock, principalmente dos anos 1970, que lembram bastante a era Ultraviolence.

Com Jack Antonoff (Bleachers), que assina álbuns aclamados como o mais recentes de Kevin Abstract e FKA Twigs, por trás do projeto, juntamente com o talento e carisma de Lana, era bem provável que seria um enorme sucesso. Norman F***ing Rockwell!, é a consolidação de Lana del Rey como uma A-List da década de 2010.


Best Tracks: F**k It, I Love You e Mariners Apartment Complex



Hypersonic Missiles, de Sam Fender

Sem poupar palavras, o britânico usa sua plataforma para fazer duras, porém necessárias críticas ao governo, ao capitalismo e à sociedade em sua estreia, o álbum Hypersonic Missiles. É possível perceber uma forte influência no Britpop noventista de bandas como Blur em seu repertório, modulando-o para que soe atual, e trazendo assuntos relevantes. Ditado como uma das novas promessas do rock inglês, o jovem compositor mostra que tem potencial e ainda tem muito a mostrar.


Best Tracks: Hypersonic Missiles e That Sound



O Futuro Não Demora, de Baianasystem

Em tempos de um ensandecido cenário político e social, uns pedem arte que manifeste a revolta da população e outros buscam escapismo para conseguir momentos de prazer. Em seu terceiro disco O Futuro Não Demora, lançado em fevereiro, BaianaSystem atinge o desejo de ambos os públicos. Cercado por um lema contestador, o grupo apresenta discussões inflamadas por um forte discurso político sobre questões como territorialismo, perseguição cultural e os mais diversos dilemas sociais. Para mais, trazem reflexões imersas por um misticismo africano, um sentimento esperançoso e os significados dos elementos naturais da Terra. O grupo BaianaSystem, com O Futuro Não Demora, facilmente dialoga com o popular em complexas demonstrações da sua capacidade de levar seus manifestos para os mais diversos lugares.


Best Tracks: Bola de Cristal e Salve



Social Cues, de Cage the Elephant

Já estabelecida como uma das maiores bandas de Rock Alternativo da atualidade, o Cage the Elephant traz um álbum mais progressivo do que o material anterior, o vencedor do Grammy de Melhor Álbum de Rock, Tell Me I'm Pretty, de 2017. Os vocais nervosos de Matt Shultz combinam com a atitude no palco, e em Social Cues, a banda flerta com o blues e o psicodélico, renovando-se em seu próprio nicho, além de também render ao grupo uma indicação ao Grammy, novamente por Melhor Álbum de Rock. Uma das canções que merece destaque é Night Running, parceria muito bem sucedida com Beck.


Best Tracks: Night Running e House of Glass



AmarElo, de Emicida

O terceiro álbum do rapper tira as narrativas do povo preto e periférico do espaço de apenas resistência e deixa que a sua existência brilhe. Em um retrato sensível, Emicida utiliza das suas composições para aliviar a dor que permeia a sua realidade. Mas, ele também não aborda só as rosas no caminho e é pontual sobre os espinhos encontrados na história dessa gente. Depressão, suicídio e genocídio da juventude negra são abordados com muita força e consciência. Esse trabalho também é composto por um seleto grupo, que a cada música mostre Emicida imerso em um novo mundo de referências. Um testemunho vivo de superação, simplicidade e alegria frente a tempos difíceis.


Best Tracks: Eminência Parda e AmarElo


Cheers, de The Wild Reeds

A palavra que define o terceiro álbum (o segundo com gravadora) do The Wild Reeds é: harmonia. Desde as vozes das três vocalistas/compositoras Kinsey Lee, Mackenzie Howe e Sharon Silva, aos instrumentos que casam perfeitamente com a delicadeza que o material se propõe a mostar. Uma excelente aposta do indie folk para 2020.


Best Tracks: Run and Hide e Moving Target



FT. (PT. 1), de Jaloo

Música e amor são duas coisas básicas que facilmente evocam as emoções humanas. Sabendo disso, Jaloo une suas experiências a uma rica paleta de vivências e talentos criada pelo nosso grande país. É da multiplicidade que utiliza de linguagens universais para se comunicar que surge o segundo disco do paraense, intitulado ft. (pt. 1), lançado em setembro. No álbum, ele expõe suas vulnerabilidades e um coração dilacerado. O amor é compartilhado pelos sentimentos de intenso desejo, saudade e vontade de superar esse relacionamento que acabou. Mas, a grande beleza do disco fica para o fato de transcender o pop-eletrônico-alternativo típico do cantor, e isso é possível graças a junção de tantas mentes brilhantes. O disco é uma prova de que a pluralidade de ritmos nacionais é uma das nossas maiores riquezas. Aqui, nada se ofusca e todos brilham em conjunto.


Best Tracks: Eu Te Amei (Amo!) e Say Goodbye


Confira esses e mais artistas que marcaram 2019 na nossa playlist no Spotify!


  • Preto Ícone Instagram
  • Preto Ícone Spotify
  • Preto Ícone Twitter
  • Preto Ícone Pinterest
  • Preto Ícone Flickr

© Sidetrack Magazine