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“Plastic Hearts” é a face de Miley Cyrus que ela sempre quis mostrar ao público [Review]

Texto de Leonardo Henrique e Letícia Lucena

Miley Cyrus é alguém que dispensa apresentações. A ex-act da Disney se tornou uma das vozes mais marcantes da nossa geração e recentemente nos presenteou com seu mais recente disco. O novo álbum traz Miley novamente se reinventando, mas dessa vez com uma série de eventos não muito felizes como background: o vazamento do seu projeto de três partes, inicialmente intitulado “She is Miley Cyrus”, que foi posteriormente cancelado, e seu recente divórcio com o ator Liam Hemshorth foram dois eventos chave para o nascimento de "Plastic Hearts".

Mesmo estando ligada à música pop por tantos anos, Miley sempre teve uma rica bagagem musical baseada em outros gêneros, principalmente com o country, por causa de seu pai, Billy Ray Cyrus, e sua madrinha, Dolly Parton, e também com o rock por suas próprias descobertas, uma vez que a cantora sempre cita nomes como Stevie Nicks e Billy Idol como seus maiores ídolos, e ver onde Miley está agora nos faz refletir sobre toda a sua trajetória. Desde o fim de Hannah Montana, a cantora sempre teve a necessidade de mostrar ao seu publico quem ela realmente é, uma vez que isso não lhe era permitido sendo uma “Disney Act”, como ela já declarou algumas vezes em entrevistas. Passando pela transição Hannah/Miley, com o álbum “Can’t Be Tamed”, se desvencilhando completamente da antiga imagem com o “Bangerz”, até retornar as suas raizes country com o “Younger Now”, Miley finalmente parece estar 100% realizada e confortável na própria pele em "Plastic Hearts".


Entrando em uma fase mais confiante de sua carreira, Miley Cyrus em seu 7° álbum de estúdio, aposta principalmente no pop e rock oitentista para apresentar sua verdadeira faceta, conforme afirmou ao site estadunidense Genius "Se fosse um capítulo no meu livro, eu acho que chamaria de 'o começo'".



O álbum inicia-se com as faixas “WTF Do I Know” e a faixa-título “Plastic Hearts”, ambientados em uma atmosfera que beiram à agressividade, contrapondo a uma certa sensualidade intríseca à Miley, seguindo para a faixa “Angels Like You”, uma espécie de interlúdio melancólico. Mas para além disso é possível experienciar algumas baladas pop eletrizantes como em “Prisoner”, parceria com a cantora Dua Lipa, e batidas futuristas que se misturam às referências ao rock e o country em Gimme What I Want”. O rock mais agressivo de Miley retorna em “Night Crawling”, uma das faixas mais diferentes em todo o disco, e que conta com a presença do já citado acima como um dos maiores ídolos de Miley, Billy Idol.

A cantora segue apostando em faixas mais intimistas como emHigh”, com a presença de violão e bateria acompanhados de letras mais poéticas. Finalizando em um remix de seu single Midnight Sky”, misturado ao clássico Edge of Seventeen” de Stevie Nicks, que antecede um cover da música Zombie” do The Cranberries, ao qual não esperávamos escutar uma interpretação de Miley Cyrus, mas que nos traz uma certeza que a artista nasceu para o gênero e está próxima de revolucionar o rock contemporâneo.



A principal diferença entre este e outros álbuns que investiram nessa atmosfera retro é que Miley não está apenas abraçando um conceito, criando um personagem para uma nova era de sua carreira. Plastic Hearts é a verdadeira face que Miley Cyrus demorou 10 anos para mostrar por completo. Rebelde, ainda mais empoderada, e de quebra, ostentando um belíssimo mullet. Apesar de não ser cem por cento um “álbum de rock”, como muitos a acusaram de o ter vendido como tal, ele se mantém sólido em sua proposta de destacar o lado glamoroso do gênero e adicionando uma pitada de pop à mistura, afinal, muitos de seus fãs podem ainda não ser tão ligados ao Rock n’ Roll quanto ela. Mesmo não sendo mais a nossa querida Hannah Montana, Miley continua nos dando o “melhor dos dois mundos”.


Nota: 8.3/10

Confira o álbum na íntegra abaixo.



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