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  • Heloísa Cipriano

Preparação pra despedida: fatos que vão nos deixar com uma saudade imensa de Jane the Virgin!

Atualizado: 10 de Set de 2019

É fato que brasileiro sempre gostou de novelas. Durante anos, esse tipo de entretenimento foi um refúgio para muitas pessoas quando queriam se divertir em casa assistindo TV, descansando a mente depois de um longo dia de trabalho. Hoje, as tramas clichês das novelas ficam um pouco de lado; quais são os destaques? As nossas queridas séries.

Mas... e se esses dois elementos se misturassem? Série + telenovela, em um mesmo projeto audiovisual? Ainda melhor: série + telenovela mexicana? Daquelas cheias de dramas, intrigas, sarcasmos, comicidade e muitas histórias sem pé nem cabeça? É justamente isso que você pode encontrar em Jane the Virgin.




Atualmente, a série da CW está em sua quinta e última temporada. Vish! Já rolou TANTA coisa durante esses anos... A saudade bateu, pois faltam apenas cinco episódios para ser finalizada. Então, nada melhor do que fazer um revival do que vamos sentir mais falta nessa comédia que conquistou nossos corações latinos! Vamos nessa?


IMPORTANTE: daqui em diante vai chover spoiler! Se você ainda não chegou à quinta temporada ou está assistindo a ela e não quer saber o que vai acontecer, não leia! Isso mesmo, no final das contas esse post foi feito pra quem segue fielmente a sofrida da Jane!



Apesar de se inspirar em telenovelas, Jane the Virgin não limita seus personagens às características de vilão e mocinho. Todos são, simplesmente, humanos. Fazem besteira, fazem coisas boas... E é ótimo ver a evolução de cada um deles. Em especial, da personagem Petra Solano. Nas primeiras temporadas, a “vilã” loira é antipática, arrogante e esnobe. Com o passar do tempo, e das histórias loucas que acontecem com ela, seu temperamento melhora significativamente e... quem diria! Nos apaixonamos por aquela que detestávamos.

Rola muita ficção e situações absurdas, que só em novelas mexicanas mesmo seriam capazes de acontecer. Porém, não só de ficção vive a série, e isso que mais gera encanto e empatia nos espectadores: trabalha tanto com fantasia, quanto com realidade. Podemos destacar aqui principalmente a figura da personagem Alba Villanueva, avó de Jane. Ela traz duas questões: a reflexão sociopolítica sobre como é ser imigrante ilegal nos Estados Unidos e o comportamento religioso católico.


Diariamente, vemos notícias nos jornais da dura jornada de imigrantes tentando cruzar fronteira para outros países em busca de melhores condições de vida. Jane the Virgin explora esse assunto com delicadeza e humor ácido, já que a série se passa nos tempos atuais e sabemos como Donald Trump se comporta em relação a imigração. Podemos ver claramente, em várias cenas, as críticas envolvendo o atual presidente dos EUA e a busca pela mensagem de defender os direitos humanos dos cidadãos.


Além disso, é hilário como a série explora a personagem com seu estereótipo de venezuelana: só fala em espanhol. Pois é, a representatividade mais uma vez dando o ar da graça. E como isso é importante! Ainda mais para nós, que, não vamos nos enganar, temos um complexo danado de vira-lata estadunidense. E não é a toa que Alba fala em espanhol, já que a série é uma adaptação da telenovela venezuelana Juana la Virgen.


Quanto a referência ao Catolicismo, Alba é uma fervorosa católica com C maiúsculo. A série consegue explorar o retrato de diversas famílias que vivem num ambiente extremamente religioso. Expõe como o fanatismo pode prejudicar questões principalmente envolvendo relacionamentos na vida de uma pessoa. Sabe também preservar e respeitar a religião, adentrando conceitos da cultura religiosa católica e o Cristianismo, tudo de forma bem descontraída e bem engraçada. Fala sobre Semana Santa, os santos católicos, a Páscoa, o Natal, a Virgem Maria, as orações mais conhecidas... É bem interessante como todo o universo católico é explorado.

O humor e o drama se misturam muito bem em Jane the Virgin. Momentos de pura descontração, de uma hora pra outra, viram ensinamentos maravilhosos para nossas vidas. E tudo isso acompanhado de muito amor entre as mulheres Villanueva: Jane, Xiomara e Alba. Falando nessas duas últimas, também destaca o relacionamento conturbado que muitas mães e filhas têm umas com as outras. Novamente, de forma sensível e cômica.


Ah, claro! Nesse post não pode faltar Jaime Camil. O ator intrepreta o pai de Jane, Rogelio de la Vega, e é o personagem mais maluco e sem noção de todos. Ele conhece Jane depois de mais velha, já que Xiomara escondeu dele que estava grávida. Rogelio é um ator de telenovelas e daqui a gente já pode encaminhar altas gargalhadas com as palhaçadas do personagem. Além de ser super vaidoso, Rogelio é também super obstinado em sua profissão que ama tanto, e é super antenado nas redes sociais. Quando ele mexe com Twitter, é risada na certa.

O narrador... Acho que nunca vi uma série ou filme que tivesse um narrador tão engraçado e engajado na história como de Jane the Virgin! A série é contada em formato de narração ao fundo, parecido com How I Met Your Mother. A diferença é que não sabemos a identidade dele, o que deixa tudo mais intrigante e misterioso. Muita gente já chutou que seria Mateo, filho de Jane e Rafael. E, olha, é bem provável que seja mesmo... Já se passaram muitas dicas que apontavam para o filho do casal.


Falando em casal... Como toda boa e velha telenovela, o clichê do triângulo amoroso é sempre bem vindo. No caso de Jane the Virgin, Jane fica dividida durante toda a série por dois homens: Michael Cordero, seu namorado super sensível e engraçado; e Rafael Solano, um cara que tinha um temperamento muito difícil, que passou por maus bocados (como um câncer) e que foi melhorando com o decorrer da série. Ah, aliás, é do Rafael o sêmen que foi implantado artificialmente e equivocadamente em Jane, gerando o fofo (porém irritante) Mateo. Muitas idas e vindas acontecem com ambos os crushes, mas sabemos que, no fim, a mocinha fica apenas com um deles. E é isso que provoca uma reação de competição entre os fãs da série: #TeamMichael ou #TeamRafael?


Agora, vamos a alguns fatos desta quinta temporada sobre esse triângulo que não só me deixaram chateada, como também a milhares de espectadores de Jane the Virgin. Novamente alerto: VEM UM GRANDE SPOILER PELA FRENTE!


O Michael foi um personagem incrível na série. Apesar de ser romântico até demais, ele era um cara perfeitamente sensível e empático. Isso fez uma galera se aperfeiçoar ao personagem, incluindo euzinha aqui. Depois que faleceu, demorou um tempo para que essa ausência do ator Brett Dier e seu querido personagem não atrapalhasse o percurso dos fãs para continuar assistindo ao show.


Ok, é uma telenovela. TUDO, absolutamente TUDO pode acontecer. Porém, infelizmente, senti que utilizaram o personagem na quinta temporada como uma fórmula de escape enquanto não brotavam ideias da mente dos roteiristas. Ele ressuscita, fazendo os fãs do personagem ficarem loucos e muito felizes para, logo em seguida, construir um roteiro fraco com um desfecho injusto diante do longuíssimo e importante relacionamento dele com Jane. Me diz: pra quê fazer voltar a ferida que estava cicatrizada depois da morte dele para, literalmente, estragar o passado de Jane e Michael? Desnecessário.


Porém, isso não me tira o encanto de Jane the Virgin. Afinal, qual é o centro da trama? A gravidez indesejada e completamente insana da nossa escritora heroína Jane. E é justamente sobre essa parte da escrita que vou lembrar agora.

É incrível como Jane the Virgin contém tantas abordagens legais, mas essa aqui, de ser escritora, é uma das mais inspiradoras. Pelo menos para mim. Jane sempre gostou de ler e escrever. As telenovelas que assistia com sua mãe e sua avó despertavam uma imaginação fértil dentro dela, o que a fazia querer externar isso aos outros também. Entendo todas as vezes que a série explora esse lado profissional de Jane, porque sei na pele como é ter bloqueio criativo na hora de escrever ou mesmo passar por aqueles dias em que tudo vem na cabeça e é preciso anotar num bloquinho de notas pra não esquecer. E meu Deus! Como é bom escrever! Quando faço posts como esse ou penso em começar a escrever um livro, me vem na mente a Jane!


E por último, mas não menos importante, a forma como a maternidade é abordada. Nunca passei por isso, mas vejo que não é nem um pouco romântico e fácil como a sociedade em geral fala sobre ser mãe e estar grávida. Eu não consigo imaginar como é frustrante a dor e a agonia de carregar uma criança por nove meses dentro da barriga. Não estou dizendo que é horrível, digo que é extremamente difícil e tem que ter um psicológico muito forte para aguentar essa fase. Não é só o bebê chutando a barriga: é sentir dor nas costas o tempo todo, não conseguir levantar direito, não dormir direito, se sentir inchada, irritada, nervosa, enjoada (afinal, é um bebê que pode até ter mais de quatro quilos se mexendo e ocupando espaço onde existem intestino e costelas ao redor)... Enfim, tudo o que mulheres grávidas podem explicar melhor do que eu. Jane demonstra que ocorre tudo isso aí mesmo que citei; além da fase mais difícil ainda, que é educar uma nova pessoa a ser um cidadão de bem.


Poderia continuar alguns outros fatos que vão me fazer sentir falta da série (como a atriz Gina Rodriguez interpretando a Jane) mas esses são os mais importantes. E pra você? Qual outro fato que te deixará com mais saudade de Jane the Virgin? Se lembrar, escreve aí nos comentários! Enquanto isso, continuemos a acompanhar a série e ver com quem Jane realmente terminará (convenhamos, estou completamente curiosa pra saber como tudo isso vai terminar, já que são tantas reviravoltas)... After all, this is a telenovela, right?

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