• Letícia Lucena

[Review] "Razzmatazz", é a união entre o retrô e o moderno no primeiro álbum do IDKHow

Primeiro álbum do projeto do ex-Panic! at the Disco, I Don't Know How But They Found Me, traz novos ares para a cena do Rock Alternativo atual.


Não é novidade que a estética dos anos 1980 está super em alta no mundo da música pop, Future Nostalgia, da Dua Lipa, After Hours, do The Weeknd, e o ainda não lançado Disco, da Kylie Minogue, são grandes exemplos de álbuns deste ano que foram muito bem sucedidos adotando esta estética, mas isso se resume somente ao pop?


Não! Apesar de só estarem estreando oficialmente agora com o álbum Razzmatazz, o duo I Don’t Know How But They Found Me (ou só IDKHow, para os mais íntimos) não é exatamente novato na indústria. Ex-baixista do Panic! at the Disco, Dallon Weekes é a mente criativa por trás de todo o conceito pelo qual a banda está construíndo sua identidade visual e sonora, ao lado dele, o baterista Ryan Seaman, ex-membro da banda Falling in Reverse, completa a atual formação do IDKHow.


© Lauren Perry

Razzmatazz, primeiro álbum da dupla, repete a ambientação oitentista que vimos primeiro no EP 1981 Extended Play, lançado em 2018, porém, dessa vez com um toque a mais de sci-fi, fazendo jus ao próprio nome da banda, sendo ele uma referência ao clássico do cinema De Volta Para o Futuro, de 1985. Muito comprometidos em entregar a melhor experiência audiovisual para os fãs, propondo uma verdadeira imersão nessa estética retrô em que o álbum se baseia, uma das decisões criativas mais acertadas pela banda foi a de todos os clipes da era lançados até então fossem gravados em VHS. “Existe um aspecto muito especial em todos esses equipamentos que você não pode realmente replicar digitalmente. Quer dizer, até dá, existem filtros e tal, mas sempre dá para dizer quando é algo novo que foi feito para parecer antigo”, justificou Dallon Weekes, em entrevista a Rolling Stone Brasil.



Existe um aspecto muito especial em todos esses equipamentos que você não pode realmente replicar digitalmente. Quer dizer, até dá, existem filtros e tal, mas sempre dá para dizer quando é algo novo que foi feito para parecer antigo. - Dallon Weekes, para Rolling Stone Brasil

Capa do álbum

Tem lugar para tudo em Razzmatazz: para ironia, como na divertida e digna de performance na Broadway, “Nobody Likes the Opening Band”, para icônicos solos de saxofone, como na faixa-título do álbum, e até para descartes de outras bandas. Este último exemplo se aplica à faixa “Clusterhug”, originalmente escrita por Weekes entre 2012 e 2013, para o Too Weird To Live, Too Rare To Die, quarto álbum de estúdio do Panic! at the Disco, quando ainda fazia parte da banda. Apesar de não ter combinado com a proposta do álbum, Dallon se mostrou muito otimista com a faixa, lançando-a pela primeira vez como demo no Bandcamp sob o nome de The Brobecks, projeto paralelo do músico. Outra faixa que merece destaque é “Need You Here”, uma das mais pessoais do disco, que trata da relação de Dallon entre a paternidade e seu trabalho, que por muitas vezes exige que ele não esteja tão presente para seus filhos (sua filha mais velha inclusive participa da faixa) quanto gostaria.


Mesclando o retrô e o moderno, o álbum tem tudo para agradar fãs de rock alternativo de todas as idades, desde fãs old school do Panic! at the Disco, que ainda sentem falta das fases pré-High Hopes da banda, até a nova geração, que está sendo apresentada a essa cena que, apesar de não estar mais em seu auge, ainda move centenas de milhares de fãs por todo o mundo.


Nota: 8/10

Confira o álbum Razzmatazz na íntegra no link abaixo:


Estamos ouvindo!

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