• Maria Eduarda Ferraz

SIDETRACK ENTREVISTA: OVERFUZZ


Foto: Gabriel Lara.

Recordo que a primeira vez que escutei a Overfuzz, foi por volta de 2015, na segunda edição do Festival Bem Ali, em Palmas, (TO). Eu ainda não sabia que nos veríamos em outros shows por aqui e por acolá, nem que em meados de 2017 pegaria a estrada, em uma quinta-feira de sol quarando as roupas no varal, nas terras quentes do Cerrado brasileiro, para fotografá-los em uma apresentação numa cidade irmã.


Alguns anos após o primeiro contato, posso dizer com convicção que este é um grupo bom em vários quesitos: bom de se trabalhar; bom de se ouvir e, talvez principalmente, bom de se ter uma experiência ao vivo. Tendo os visto nos palcos, pelo menos, umas quatro vezes, devo contar que, a cada nova chance, fica presente a sensação de que está tudo cada vez melhor e mais energético.


Sim, leitor, é fato que este texto é uma conversa entre eu e você, em que revelo essas coisas todas que penso e tenho comigo nas lembranças. Talvez faça isso por adorar música e por ser fascinada por seus diversos aspectos. Talvez também por ver como o cenário independente do país segue sendo feito, atiçando o fogo, provocando faíscas e dando tantos frutos, em estilos variados. Estou te dando a minha subjetividade, mas eu não mentiria e nem falaria que algo é bacana, se realmente não fosse. E a Overfuzz é.


Tendo quase 10 anos na estrada, a banda é formada por três integrantes: Brunno Veiga (voz e guitarra), Victor Ribeiro (bateria) e Bruno Andrade (baixo). No ano de 2015 os três lançaram seu primeiro álbum de estúdio, gravado no Rocklab, em Pirenópolis (GO), que recebeu o nome de Bastards Sons of Rock’n’roll. O trabalho contém 12 músicas, estando entre elas a faixa que empresta seu nome ao disco, Turning your beauty into a sickness, Best mistake e Evil Desires.




Agora, em outubro, o power trio irá lançar seu segundo álbum de estúdio e é para te deixar sabendo dos detalhes que tive uma conversa com o Victor, baterista do grupo, que (senso de humor altamente recomendado por aqui) indo de encontro ao que aparenta nos palcos, é muito calmo e tranquilo, nem um pouco atentado pelo capeta. Vem!


[ENTREVISTA]


1) Vocês lançarão material novo em 2019, já tem data prevista e um título? Como anda a produção do trabalho?

Victor: Vamos sim! Nosso segundo álbum se chama “Signs of Reality”, tem 11 faixas inéditas e será lançado no final de outubro. Ainda estamos acertando alguns detalhes pro lançamento, mas muito em breve as músicas novas vão estar aí pra todo mundo ouvir. Além disso, vamos lançar clipes novos nas próximas semanas como uma chamada pro disco.


2) O que o ouvinte já habituado com o som da banda poderá esperar desse novo álbum e o que a Overfuzz pode dizer para aqueles que ainda não a conhecem?

Victor: Pra quem já conhece a gente e curte o som, pode ter certeza que vai bater cabeça com as músicas novas e também vai ter boas surpresas! No “Signs of Reality”, eu diria que fizemos um pouco do que as pessoas já esperam da Overfuzz e um pouco do que ninguém esperaria da banda. Considero isso muito bom: conseguimos nos reinventar e sair da mesmice.


3) Com o Bastard Sons Of Rock'n'Roll vocês já tocaram em 10 estados diferentes, em mais de 30 cidades. Em qual cidade brasileira a Overfuzz ainda não esteve e gostaria de ter a oportunidade de tocar, após o lançamento do novo disco?

Victor: A gente iria curtir muito tocar em Mauá da Serra, no festival Resistência Pirata. Parece ter um clima muito bom, as pessoas que vão entram na onda do lugar, rolam vários shows massa, tem muito contato com a natureza e tem até cachoeira! Nunca tocamos no festival, mas a gente adoraria! As bandas de amigos já tocaram e falam muito bem. Quem sabe ano que vem com o disco novo, né? Seria dez!


4) Na ativa desde 2010, o que vocês apontariam como principal aprendizado adquirido ao longo de todos esses anos? Como vocês avaliam a jornada da banda até aqui e como esperam finalizar 2019?

Victor: É difícil elencar um principal aprendizado, até porque a estrada tem sido nossa maior escola na vida, mas tem uma coisa que aprendemos que acho importante ressaltar: um show precisa de energia e troca! Eu já vi muitos shows em que as pessoas tocavam muito, mas que tinham conexão zero com o público, e esse tipo de show não “me pega”.


Com esses quase 10 anos de banda, nós entendemos que um show se faz não só com bons músicos executando boas músicas... Precisa de mais. Um show precisa de entrega, de músicos que se soltam, que trocam energia com as pessoas. A gente entende que subir no palco pra mostrar nosso som é algo incrível, e tratamos isso como um momento de muita entrega. É a melhor oportunidade que a gente tem pra se conectar com as pessoas e vivenciar uma verdadeira troca. Isso é um grande aprendizado.


Com o disco novo, esperamos continuar vivenciando essa troca: viajar por aí, conhecer gente nova, rever velhos amigos – como vocês queridíssimos aí de Palmas – e mostrar pro máximo de gente possível as músicas novas que produzimos com tanto carinho.

2019 não acabou, gente: ainda tem disco novo e turnê da Overfuzz por aí!


E em 2020 tem mais!



As fotos desta galeria foram tiradas por mim, entre 2017 e 2019, em Palmas (TO) e Araguaína (TO).



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