• Lukas Ramos

Com Lover, Taylor Swift quer que você caia de amores por ela (de novo)

Atualizado: 10 de Set de 2019


Taylor Swift lança sétimo álbum de estúdio, Lover. Créditos: Valheria Rocha.

Depois de deixar sua reputação dominar a música pop em 2017, Taylor Swift abandonou a aura dark do último disco e se jogou no colorido mundo do amor para seu novo disco. Nesta sexta-feira, 23, a loira liberou seu sétimo álbum de estúdio, Lover.



Confesso que as expectativas para o álbum não eram as melhores, graças a escolha da boba ME! e da apenas chiclete You Need to Calm Down como os primeiros singles da sua nova era. Apesar de fracas, as músicas serviram para quebrar o clima obscuro deixado pela era anterior e nos preparar para uma Taylor mais leve e romântica.


Lover é o terceiro disco da fase pop de Swift e consegue reunir características dos seus dois antecessores. Apesar de nos remeter mais ao clima romântico do 1989, ele também carrega a confiança que ela encontrou em reputation. Além disso, o disco conta com os elementos sonoros típicos dos dois álbuns, com os modernos synths de vibe 80tistas imprimidos pela produção de Jack Antonoff, que nos rende pop perfections como Cruel Summer, The Archer e I Think He Knows. E para quem sente saudade da fase caipira de Taylor, ela deixa a nostalgia dessa era no ar com Son You’ll Get Better, na colaboração com Dixie Chicks.



Ao longo do álbum, Swift debruça-se sobre essa fase amorosa, como sugere o nome do disco. Do verso em I Forgot That You Existed, que ela diz que está em seus sentimentos mais do que o Drake (in my feelings more than Drake) até o final do disco marcado por “I wanna be defined by the things that I love / Not the things I hate / Not the things that I’m afraid of, I’m afraid of / Not the things that haunt me in the middle of the night / I, I just think that / You are what you love”, ela constrói um conjunto de narrativas sentimentais e apaixonantes que nos lembram as letras lindas das eras Speak Now e RED. Mas, ela não se atém apenas as relações afetivas, o disco também contém mensagens sobre amor-próprio, como a mensagem de empoderamento feminista em The Man, e a esperança em meio a uma sociedade corrompida, como em Miss Americana & The Heartbreak Prince, que marca essa fase de Taylor mais aberta sobre seus posicionamentos políticos.



Todavia, Lover torna-se um projeto ousado por conta da longa tracklist 18 faixas. É até legal ver que suas músicas não miram a fórmula do sucesso em plataformas digitais, que pede músicas e álbuns com durações cada vez menores. Entretanto, as faixas não apresentam grandes mudanças dentre elas, o que deixa algumas músicas monótonas e esquecíveis. Sendo assim, Death by a Thousand Cuts, London Boy, False God, It’s Nice to Have a Friend e, lógico, ME! não fariam diferença se tivessem sido descartadas.


Lover surpreende por não ter criado grandes expectativas, porém não é um quebrador de barreiras e nem um apogeu na carreira de Taylor Swift. Mas, o disco passa longe de ser uma produção ruim, na verdade, ele tem seus momentos apaixonantes e serve de consolidação do seu estilo sonoro e lírico na música pop, retomando ideias encantadoras de seus trabalhos anteriores. Depois de uma era polêmica como a última, o disco é eficaz em fazer com que caiam de amores novamente por Taylor.


Nota: 65


Faixas essenciais:

Cruel Summer

I Think Ke Knows

The Archer

The Man

Miss Americana & The Heartbreak Prince








Confira o álbum completo no Spotify.



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