• Lukas Ramos

[REVIEW] Com Future Nostalgia, Dua Lipa promove uma revolução glamourosa na música pop


Dua Lipa lança seu segundo álbum, Future Nostalgia. (Créditos: Charles Dennington/Vogue Austrália)

A cantora britânica Dua Lipa facilmente conquistou corações (e ouvidos) com as músicas do seu primeiro lançamento, seu álbum homônimo. Sua primeira era durou cerca de 5 anos, desde os primeiros singles até o relançamento do disco, incluindo novas faixas. Aos poucos, vimos Dua crescer artisticamente e mostrando sua versatilidade no pop mainstream, com hits como Be The One, IDGAF, One Kiss e Electricity. Todo esse esforço levou a cantora a estourar em paradas de sucesso, preencher diversas playlists nas plataformas de streaming e conquistar prêmios, como seus dois Grammys conquistados em 2019. Porém, nada do que vimos nos preparou para a rápida evolução da jovem. Ainda no ano passado, ela lançou Don’t Start Now como o primeiro single de seu segundo álbum. A música iniciou a glamourosa revolução que Lipa pretende aprontar em Future Nostalgia, seu segundo disco. Para essa transformação na música pop, ela evoca toda a ebulição calorosa dos synths de disco music. O single torna-se, então, um começo ousado e brilhante, sendo uma canção que desponta sua carreira para patamares muito maiores, tanto em apelo popular quanto em qualidade sonora.


E, se alguém ainda tinha dúvidas sobre a britânica, ela acabou de sanar todos os questionamentos sobre qual posição quer assumir na música pop. Servindo muito conceito, coesão e qualidade, Dua Lipa lançou na última quinta-feira, 26, o disco Future Nostalgia. Um compilado de 11 faixas, que comprovam que ela está pronta para ser uma das principais potências dessa nova geração de divas pop. O disco possui sua era meticulosamente planejada e construída a partir da bravura da jovem em elevar seu material de trabalho.


Capa do disco Fulture Nostalgia.

Future Nostalgia reúne uma série de músicas pop dinâmicas e naturalmente cativantes. Ela passeia por batidas poderosas e ganchos viciantes como em Physical, segunda canção de trabalho do disco. Uma produção ainda mais espetacular que o single antecessor. Além disso, ela continua a nos cativar com uma atmosfera dançante e atrativa expressa em músicas como Levitating e Hallucinate.

Dua Lipa também abre espaço para mostrar seu girl-power através das composições do disco. Ela abre o disco dizendo “não posso ensinar um homem a usar suas calças” e termina declarando que “meninos serão meninos e meninas serão mulheres”. Especialmente na música de encerramento, Boys Will Be Boys, ela estende seu debate às dores de crescer enquanto mulher. “Eu só quero que essa música seja um iniciador de debates. Eu também quero que seja apenas um pouco de abrir os olhos. Não é uma música que ofenda alguém ou aponte qualquer dedo. Mas eu queria que a letra fosse bastante direta por causa da conversa e na esperança de que pudesse haver mudanças. É também mostrar solidariedade com outras garotas e dizer “eu também já passei por isso.” E ao mesmo tempo, para qualquer jovem fã ou ouvinte, é algo que talvez eles perguntem à irmã ou irmão mais velho sobre e tentarão entender por que eu decidi colocar isso em uma música. Essa música é um elemento completamente diferente, mas liricamente era muito importante, para mim, tê-la no disco”, relata a nossa female-Alpha à Apple Music. Além das canções citadas acima, ainda temos mais exemplos das execuções charmosas e encantadoras como Pretty Please e Love Again e as gostosinhas Cool e Good in Bed, sendo a última destaque pela letra sagaz e a performance irreverente. Outro ponto brilhante no disco é Break My Heart, essencialmente pop, chiclete e divertida, com forte potencial para ser mais um hit. A faixa foi escolhida como o terceiro single oficial do álbum.


Dua abre o disco proferindo: “você quer uma música atemporal, eu quero mudar o jogo”. Bom, pois ela conseguiu dois checks de uma vez só. Future Nostalgia reúne o primor de influências oitentistas, além de retomar os excelentes feitos de décadas mais recentes como Confessions a Dance Floor, da Madonna, ou Light Years e Fever, da Kylie Minogue. Sendo assim, tal qual os antecessores citados, Lipa entrega músicas que funcionam para além do tempo. Nessa brincadeira de sons nostálgicos e futuristas, têm-se um repertório cheio de hits que prometem durar anos e fazer Dua Lipa ser lembrada por muito tempo.


NOTA: 95/100

Ouça o álbum na íntegra abaixo:



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